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Intestino e cérebro: a conexão que influencia saúde mental e bem-estar

A conexão entre intestino e cérebro revela que a disbiose pode impactar a saúde mental. Probióticos mostram potencial no combate à depressão.

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O intestino tem muitas células nervosas e é responsável por produzir a maior parte da serotonina, que está ligada ao bem-estar. Pesquisas recentes mostram que a microbiota intestinal, que é um conjunto de microrganismos no intestino, tem um papel importante na saúde física e mental. Essa conexão entre o intestino e o cérebro acontece de três maneiras: através do nervo vago, que liga o cérebro a vários órgãos; por hormônios que enviam sinais entre os dois; e pelo sistema imunológico, que também atua no intestino. O intestino é essencial para fornecer energia ao corpo, e essa relação é mútua, pois o estado emocional pode afetar a saúde intestinal e vice-versa. A disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota, está relacionada a várias doenças, incluindo obesidade e problemas de saúde mental, mas ainda não se sabe ao certo se esses problemas começam no intestino. Para melhorar a saúde intestinal, é importante ter uma dieta variada e incluir alimentos probióticos, como iogurtes, e prebióticos, que são fibras que alimentam as bactérias boas. Um estudo na Universidade de Oxford com pessoas com depressão mostrou que o uso de probióticos pode ajudar a melhorar alguns sintomas, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados. Mudar a composição da microbiota pode levar tempo e é desafiador, mas especialistas acreditam que entender melhor essa relação pode ajudar a encontrar soluções para problemas de saúde.

O intestino humano abriga mais de 100 milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Pesquisas recentes ressaltam a importância da microbiota intestinal, composta por trilhões de microrganismos, para a saúde física e mental. Essa conexão entre intestino e cérebro é estabelecida por meio do nervo vago, hormônios e o sistema imunológico.

O gastroenterologista Pankaj J. Pasricha, da Clínica Mayo, explica que o cérebro consome 20% da energia do corpo, apesar de representar apenas 2% do peso corporal. Essa relação é bidirecional: o cérebro influencia o intestino e vice-versa. Situações estressantes podem causar reações intestinais, como náuseas e cólicas, enquanto problemas intestinais podem gerar estresse e irritação.

Estudos indicam que a disbiose, ou desequilíbrio da microbiota, está associada a diversas doenças, incluindo obesidade e câncer. Pasricha destaca que, embora existam evidências de que problemas intestinais podem causar ansiedade e depressão, a relação causal ainda não está clara.

Probióticos e Saúde Mental

Pesquisas estão sendo realizadas para entender se a modificação da dieta pode impactar as emoções. Um estudo da Universidade de Oxford envolveu setenta e um voluntários com depressão, divididos em dois grupos: um recebeu probióticos e o outro, placebo. Os resultados mostraram que o grupo que consumiu probióticos teve uma menor tendência a focar em estímulos negativos.

A psicóloga clínica Rita Baião, líder do estudo, afirma que os probióticos podem aliviar sintomas de depressão, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar esses efeitos. A gastroenterologista Saliha Mahmood Ahmed recomenda uma dieta variada e rica em vegetais, além do consumo de probióticos e prebióticos, para promover um microbioma saudável.

Embora a modificação do microbioma possa levar tempo, especialistas acreditam que intervenções na dieta são um passo importante para melhorar a saúde intestinal e, potencialmente, a saúde mental.

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