Um hospital em Old Fangak, Sudão do Sul, foi bombardeado, resultando em pelo menos sete mortes e a destruição da farmácia. O coordenador médico, David Charo Kahindi, relatou que o ataque começou de madrugada, com helicópteros sobrevoando a área e pessoas gritando. Quando ele chegou ao hospital, encontrou a farmácia em chamas e o local cheio de balas e destroços. Apesar dos esforços da equipe e da comunidade para apagar o fogo, muitos medicamentos foram perdidos. No hospital, ele encontrou pacientes desaparecidos e outros em estado crítico, que precisavam de atendimento urgente. A equipe conseguiu estabilizar 20 feridos e os evacuou para uma vila próxima, onde não havia recursos suficientes para atendê-los. Com o apoio da ONU, foram enviados suprimentos médicos para ajudar, mas a situação continua crítica, com novos bombardeios sendo relatados. O hospital, que atendia mais de 100.000 pessoas, agora está em ruínas.
O hospital em Old Fangak, Sudão do Sul, foi alvo de um bombardeio no último sábado, resultando em pelo menos sete mortes e na destruição da farmácia. O ataque ocorreu por volta das 04h50 e durou cerca de uma hora, causando pânico entre a população local.
O coordenador médico, David Charo Kahindi, relatou que a equipe e a comunidade tentaram apagar o incêndio na farmácia, que estava em chamas. O fogo se alastrou rapidamente, e a situação se tornou crítica, com o receio de uma explosão devido aos tanques de combustível nas proximidades. Kahindi descreveu a cena como devastadora, com balas e restos de armamento espalhados pelo hospital.
Após o ataque, a equipe médica se mobilizou para atender os feridos que chegavam. Vinte pacientes foram estabilizados, muitos em estado crítico, necessitando de cuidados urgentes. A falta de suprimentos médicos complicou ainda mais a situação. Os pacientes foram evacuados para uma aldeia próxima, onde a equipe improvisou um posto de saúde com os poucos medicamentos disponíveis.
Situação Crítica
Cerca de dez mil pessoas buscaram abrigo na mesma aldeia, aumentando a demanda por assistência médica. Com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), foram enviados 350 quilos de suprimentos médicos para ajudar a atender a população. Kahindi expressou sua indignação, afirmando que hospitais nunca deveriam ser alvos de ataques. O hospital, que operava há mais de dez anos, era um recurso vital para mais de cem mil pessoas na região.
A continuidade dos bombardeios em outras áreas gera preocupação sobre a segurança e a capacidade de atendimento médico na região. A situação permanece crítica, e a equipe médica luta para atender a demanda crescente de feridos.
Entre na conversa da comunidade