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Estados Unidos aprovam primeiro exame de sangue para diagnóstico precoce de Alzheimer

Exame de sangue para Alzheimer é aprovado nos EUA, prometendo diagnósticos mais rápidos e acessíveis para a doença.

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Os Estados Unidos aprovaram um novo exame de sangue para ajudar a diagnosticar a doença de Alzheimer, permitindo que os pacientes comecem o tratamento mais cedo. O teste, criado pela Fujirebio Diagnostics, mede a quantidade de duas proteínas no sangue que estão ligadas à presença de placas amiloides no cérebro, um sinal da doença. Antes, essas placas só podiam ser detectadas por exames mais caros, como tomografias. O FDA destacou que cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos têm Alzheimer, e esse número deve dobrar até 2050. O novo teste é destinado a adultos com 55 anos ou mais que já apresentam sinais de problemas de memória. Embora o exame não seja definitivo, ele pode ajudar a identificar quem deve ser testado com métodos mais complexos. Os resultados do teste sanguíneo mostraram boa precisão em comparação com outros métodos. Especialistas acreditam que essa aprovação pode facilitar diagnósticos mais rápidos e acessíveis, ajudando os médicos a decidirem sobre tratamentos mais eficazes.

Os Estados Unidos aprovaram, na última sexta-feira, o primeiro exame de sangue para auxiliar no diagnóstico da doença de Alzheimer. O teste, desenvolvido pela Fujirebio Diagnostics, mede a proporção de duas proteínas no sangue, correlacionadas com placas amiloides no cérebro. Essa inovação promete facilitar diagnósticos mais precoces e acessíveis.

O exame, chamado Lumipulse G pTau217/ß-Amyloid 1-42 Plasma Ratio, é destinado a adultos com 55 anos ou mais que apresentam sinais de declínio cognitivo. O comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), Martin Makary, destacou que a doença de Alzheimer afeta mais pessoas do que o câncer de mama e o câncer de próstata juntos. Atualmente, cerca de 10% das pessoas com 65 anos ou mais têm Alzheimer, e esse número deve dobrar até 2050.

Os tratamentos aprovados pela FDA, como lecanemabe e donanemabe, visam retardar a progressão da doença, mas não a curam. O novo teste sanguíneo pode ajudar a identificar a presença de placas amiloides, que se acumulam no cérebro antes do surgimento dos sintomas. Em estudos clínicos, o exame apresentou 91,7% de precisão em identificar placas amiloides.

Impacto na Detecção Precoce

A aprovação do teste é considerada um avanço significativo na detecção da doença. O neurologista Richard Isaacson afirmou que o exame pode oferecer maior clareza sobre a condição de pacientes com perda de memória. Ele ressaltou que, comparado a exames mais caros, como tomografias por emissão de pósitrons (PET), o teste sanguíneo é uma opção mais acessível.

A Fujirebio Diagnostics espera que a detecção precoce da doença permita intervenções mais eficazes. A diretora científica da Associação de Alzheimer, Maria Carrillo, também elogiou a aprovação, afirmando que o teste pode facilitar diagnósticos mais rápidos e precisos.

Embora o teste represente um marco importante, especialistas alertam que mais pesquisas são necessárias para entender melhor como os resultados devem ser interpretados. A detecção precoce de placas amiloides pode abrir caminho para tratamentos preventivos, ajudando a retardar a progressão da doença.

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