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Cientistas buscam reduzir emissões de metano em vacas com edição genética inovadora

Cientistas da UC-Davis investem US$ 30 milhões para modificar o microbioma de vacas e reduzir emissões de metano, combatendo o aquecimento global.

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Cientistas da Universidade da Califórnia em Davis estão trabalhando em um projeto de US$ 30 milhões para reduzir a produção de metano pelas vacas, que é um gás que contribui para o aquecimento global. Eles estão tentando modificar geneticamente o microbioma do rúmen das vacas, que é a parte do estômago responsável pela digestão. O metano é produzido por micróbios que vivem nesse rúmen e é liberado quando as vacas arrotam. A ideia é usar ferramentas de edição de genes para inserir novos micróbios que não produzam metano. Atualmente, as vacas são responsáveis por cerca de 4% das emissões globais de gases do efeito estufa. Embora existam métodos para reduzir essas emissões, como adicionar algas à dieta das vacas, a maioria dos bovinos não recebe alimentação controlada. Portanto, a equipe de cientistas busca uma solução que funcione para todas as vacas, não apenas para algumas. Eles estão estudando como mudanças na dieta podem afetar o microbioma e, em seguida, pretendem replicar essas alterações geneticamente. Essa abordagem pode ajudar a diminuir significativamente as emissões de metano e, assim, contribuir para a luta contra o aquecimento global.

Cientistas da Universidade da Califórnia em Davis (UC-Davis) estão conduzindo um experimento de US$ 30 milhões para modificar geneticamente o microbioma do rúmen das vacas. O objetivo é eliminar a produção de metano, um gás que contribui com 30% do aquecimento global. O projeto visa mitigar os impactos ambientais da pecuária, responsável por cerca de 4% das emissões globais.

O experimento envolve o bezerro Sushi, que participa de um estudo para entender como os micróbios em seu estômago podem ser alterados. Os pesquisadores planejam inserir geneticamente micróbios que reduzam a emissão de metano, que é liberado quando as vacas arrotam. A média de produção de metano por vaca é de 220 libras por ano, equivalente a metade das emissões de um carro médio.

Atualmente, soluções parciais como a adição de algas ou alho na dieta das vacas têm mostrado resultados, mas a implementação em larga escala é desafiadora. A equipe de pesquisa está desenvolvendo uma abordagem que poderia ser aplicada a todas as vacas, não apenas a uma fração delas. A ideia é criar uma “pílula probiótica” que transforme permanentemente o microbioma dos animais desde o nascimento.

Os cientistas utilizam ferramentas de edição de genes, como o CRISPR, para realizar essas modificações. O microbioma da vaca, que evoluiu ao longo de milhões de anos, é complexo e ainda pouco compreendido. O sucesso desse projeto poderia representar um avanço significativo na redução das emissões de gases do efeito estufa e na luta contra o aquecimento global.

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