Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, descobriram que o chá preto de kombucha tem 145 compostos fenólicos que ajudam a aumentar bactérias boas no intestino. O estudo durou oito semanas e contou com 46 participantes, sendo que 38 completaram a pesquisa. Os resultados mostraram que pessoas obesas se beneficiaram mais, com aumento de uma bactéria que produz butirato e diminuição de outras associadas à obesidade. Os participantes foram escolhidos com base em critérios específicos e não podiam ter consumido kombucha ou certos medicamentos antes do estudo. Durante a pesquisa, eles tomaram 200 mL de kombucha diariamente e responderam a questionários sobre alimentação e atividade física. Embora as mudanças na microbiota intestinal tenham sido positivas, não houve alterações significativas na produção de ácidos graxos nas fezes ou na permeabilidade intestinal. Os pesquisadores afirmam que mais estudos são necessários para confirmar esses resultados e entender melhor os impactos do kombucha na saúde.
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) identificaram 145 compostos fenólicos no chá preto de kombucha, que podem beneficiar a microbiota intestinal. O estudo, realizado ao longo de oito semanas, envolveu 38 participantes, sendo que os resultados mostraram efeitos mais significativos em indivíduos obesos.
Os compostos fenólicos identificados incluem 81% de flavonoides e 19% de ácidos fenólicos. A pesquisa, conduzida pelo grupo de Compostos Bioativos e Carboidratos (BIOCARB), analisou amostras de fezes, urina e sangue dos participantes antes e após a intervenção. O consumo diário de 200 mL de kombucha resultou no aumento de bactérias benéficas, como *Subdoligranulum*, e na redução de gêneros associados à obesidade, como *Ruminococcus* e *Dorea*.
Metodologia do Estudo
Os participantes foram selecionados com base em critérios rigorosos, incluindo idade entre dezoito e quarenta e cinco anos e índice de massa corporal (IMC) mínimo de 18,5 kg/m². Aqueles com histórico de doenças crônicas, uso de medicamentos que afetam o metabolismo ou que consumiram kombucha recentemente foram excluídos. Questionários de frequência alimentar e de atividade física foram aplicados para garantir a consistência nas dietas.
Os resultados indicaram que o consumo regular de kombucha promoveu o crescimento de bactérias comensais, especialmente em indivíduos obesos. Apesar das mudanças positivas na composição bacteriana, não foram observadas alterações significativas na produção de ácidos graxos de cadeia curta ou na permeabilidade intestinal durante o estudo.
Futuras Pesquisas
Os autores do estudo ressaltam a necessidade de mais pesquisas para confirmar os achados e explorar os potenciais impactos clínicos do kombucha na saúde intestinal. A investigação sobre a relação entre a composição do kombucha e a microbiota intestinal pode abrir novas possibilidades para intervenções dietéticas em indivíduos com sobrepeso e obesidade.
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