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Sorotipo 3 da dengue gera alerta entre especialistas devido a novos riscos

Aumento de casos de dengue do sorotipo 3 gera alerta no Brasil; especialistas temem epidemia devido à falta de imunidade na população.

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O Brasil está enfrentando um aumento significativo de casos de dengue do sorotipo 3, especialmente em estados como São Paulo, Minas Gerais, Amapá e Paraná, com o Rio de Janeiro também registrando casos. Em dezembro de 2024, 22,93% das amostras analisadas foram positivas para esse sorotipo, um aumento alarmante em relação a apenas 0,39% em janeiro. Especialistas estão preocupados, pois muitos brasileiros nunca tiveram contato com o DENV-3 e, portanto, não têm imunidade. O virologista Maurício Lacerda Nogueira alerta que infecções por diferentes sorotipos podem resultar em sintomas mais graves. O DENV-3 que circula agora no Brasil é de uma linhagem diferente da que estava presente nos anos 2000 e pode ter sido trazido do Caribe. A possibilidade de uma nova epidemia é real, já que em 2024 houve 6,6 milhões de casos e 6.103 mortes. O infectologista Julio Croda destaca que a volta do DENV-3 pode aumentar os casos graves. Para controlar a dengue, o Ministério da Saúde recomenda eliminar focos do mosquito Aedes aegypti e vacinar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios selecionados, com a vacina disponível também na rede particular por cerca de R$ 400 por dose.

Nos últimos meses, o Brasil registrou um aumento significativo de casos de dengue do sorotipo 3 (DENV-3), com destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Amapá e Paraná. O Rio de Janeiro também começa a apresentar casos. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que, em dezembro de 2024, 22,93% das amostras analisadas foram positivas para o sorotipo 3, um aumento alarmante em comparação com apenas 0,39% em janeiro.

Esse crescimento gera preocupação entre especialistas, pois muitos brasileiros nunca foram expostos ao DENV-3 e, portanto, não possuem imunidade. O virologista Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, destaca que infecções secundárias por diferentes sorotipos podem resultar em quadros mais graves. “A infecção pelo sorotipo 3, após uma infecção anterior pelo sorotipo 1, tende a causar sintomas mais severos,” afirma Nogueira.

Origem do Sorotipo 3

O DENV-3 atualmente em circulação no Brasil pertence a uma linhagem diferente da que estava presente nos anos 2000. Especialistas acreditam que o vírus foi importado do Caribe, onde uma nova variante foi identificada. “O vírus foi trazido de volta ao Brasil,” explica Nogueira, ressaltando que a linhagem foi detectada pela primeira vez em Roraima em 2023 e se espalhou rapidamente.

A possibilidade de uma epidemia semelhante à de 2024, que registrou 6,6 milhões de casos e 6.103 óbitos, é uma preocupação real. O infectologista Julio Croda, da Fiocruz, alerta que a introdução do novo sorotipo pode levar a um aumento nos casos graves. “É natural que, após anos de baixa circulação, o DENV-3 retorne e se torne predominante,” afirma.

Medidas de Prevenção

O controle da dengue exige um esforço coletivo. O secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Rivaldo Cunha, acredita que, com a retomada dos trabalhos de controle de endemias e maior engajamento da população, “não teremos nada parecido com as proporções do ano passado.”

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti e a vacinação. A vacina contra dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios selecionados e também pode ser adquirida na rede particular, com custo médio de R$ 400 por dose.

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