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Cientistas alertam sobre áreas críticas desprotegidas em Abrolhos

Estudo revela que 96% dos bancos de rodolitos em Abrolhos estão desprotegidos, comprometendo a biodiversidade marinha da região.

SANTUÁRIO EM RISCO - Conhecido berçário das baleias jubartes, Abrolhos tem habitats fundamentais para o crescimento da biodiversidade, mas vulneráveis (Foto: Nico Ferri/Divulgação)
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  • Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que 96% dos bancos de rodolitos em Abrolhos, Bahia, estão desprotegidos.
  • Os rodolitos são essenciais para a biodiversidade marinha, servindo como habitat para diversas espécies.
  • O parque nacional marinho de Abrolhos, criado em 1982, perdeu sua área de amortecimento em 2022, aumentando a vulnerabilidade ambiental.
  • O aquecimento global e a acidificação dos oceanos agravam a situação dos habitats marinhos na região.
  • Apenas 26% do território marinho brasileiro está protegido, e a meta 30×30 visa proteger 30% até 2025.

Berçário de baleias jubarte e lar do maior banco de corais do Atlântico Sul, Abrolhos, na Bahia, enfrenta sérios desafios ambientais. Um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) revelou que 96% dos bancos de rodolitos na região estão desprotegidos, o que compromete a biodiversidade marinha local.

Criado em 1982, o parque nacional marinho de Abrolhos perdeu, em 2022, a área de amortecimento, uma faixa crucial para reduzir os impactos da poluição. Além disso, o aquecimento global e a acidificação dos oceanos agravam a situação. Os bancos de rodolitos, estruturas essenciais para a vida marinha, estão fora dos limites do parque, afetando diretamente a fauna e flora da região.

Habitats Vulneráveis

Os rodolitos, conhecidos como “rochas vivas”, conectam recifes costeiros a mesofóticos, servindo como habitat para diversas espécies, como peixes-cirurgião e garoupas. Guilherme Fraga Dutra, um dos autores do estudo, destacou que a falta de proteção impacta a vida marinha em todo o arquipélago. Outro ambiente crítico são as buracas, depressões que atuam como reatores naturais de matéria orgânica, mas que também carecem de segurança ambiental.

Globalmente, 85% das espécies marinhas têm menos de 10% de sua área de distribuição em zonas protegidas. No Brasil, apenas 26% do território marinho está sob proteção. A meta 30×30, que visa proteger 30% do território marinho até 2025, destaca a necessidade de ações efetivas para garantir a conservação das espécies.

Dutra enfatizou a importância de avançar na proteção ambiental, afirmando que o estudo mede o quão distante o Brasil está de alcançar essa representatividade, especialmente na região de Abrolhos.

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