- Um estudo da University College London revela que traços de personalidade influenciam a preferência e o prazer em atividades físicas.
- A pesquisa, publicada em 7 de julho na revista Frontiers in Psychology, analisou a relação entre características pessoais e a experiência de exercícios.
- Foram recrutados 132 voluntários, divididos em dois grupos: um que participou de um programa de exercícios de oito semanas e outro que fez sessões de alongamento.
- Os resultados mostraram que extravertidos preferem treinos de alta intensidade, enquanto pessoas com alta pontuação em neuroticismo optam por exercícios leves em casa.
- A pesquisa sugere que personalizar treinos pode aumentar a motivação e a adesão a programas de exercícios.
Um estudo recente da University College London revela que traços de personalidade influenciam a preferência e o prazer em atividades físicas, sugerindo que personalizar treinos pode aumentar a motivação e a adesão a programas de exercícios. Publicada em 7 de julho na revista *Frontiers in Psychology*, a pesquisa analisou como características pessoais afetam a experiência de exercícios.
Os pesquisadores recrutaram 132 voluntários de diferentes perfis e níveis de condicionamento físico, dividindo-os em dois grupos: um que participou de um programa de exercícios de oito semanas, combinando ciclismo e treinamento de força, e outro que fez sessões de alongamento. Todos os participantes que completaram o programa melhoraram seu condicionamento físico, mas a análise por traços de personalidade revelou associações interessantes.
Traços de Personalidade e Exercício
O estudo focou nos cinco grandes traços de personalidade: abertura, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo. Os resultados mostraram que extravertidos preferiram treinos de alta intensidade, enquanto aqueles com alta pontuação em neuroticismo optaram por exercícios leves em casa, evitando ambientes de observação. A conscienciosidade não se correlacionou com um tipo específico de atividade, indicando que esses indivíduos são motivados por resultados de saúde.
Além disso, a pesquisa indicou que apenas o neuroticismo teve impacto nos resultados relacionados ao estresse, com participantes ansiosos mostrando maior redução de estresse após os exercícios. Flaminia Ronca, PhD e autora principal do estudo, afirmou que essa compreensão pode ajudar a personalizar recomendações de atividades físicas, aumentando a adesão e a satisfação.
Considerações Finais
Embora os achados sejam promissores, Brad Donohue, PhD, professor de psicologia, ressalta que a personalidade é apenas um dos fatores que influenciam a motivação para se exercitar. Ele sugere que a melhor abordagem é considerar o histórico de sucesso de cada indivíduo em diferentes tipos de exercícios, em vez de se basear apenas em traços de personalidade.
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