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Jackie: empoderamento feminino e guerra de narrativas em evidência

Em meio à guerra de narrativas e ao pós-verdade, Jackie mostra o empoderamento feminino ao planejar um funeral grandioso para preservar o legado de JFK

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  • O filme Jackie, dirigido por Pablo Larraín, foca o período posterior ao assassinato de John F. Kennedy, em mil novecentos e sessenta e três.
  • A obra trata da guerra de narrativas em tempos de pós-verdade, mostrando Jackie tentando manter a memória do marido viva.
  • Ela convoca um jornalista para entrevistar e reescrever a imagem de Kennedy, levando à construção da ideia de Camelot.
  • Jackie aborda empoderamento feminino e episódios de machismo velado, como gaslighting e mansplaining.
  • A atuação de Natalie Portman recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz, com evolução da interpretação de imitação para equilíbrio entre força psicológica e fragilidade física.

Jackie, dirigido pelo chileno Pablo Larraín, reconstrói o passado para dialogar com o presente ao explorar a guerra de narrativas após o assassinato de John F. Kennedy em 1963. O filme não é biografia tradicional, mas uma abordagem sobre memória e poder.

A protagonista é Jacqueline Bouvier Kennedy, interpretada por Natalie Portman. Ela pressiona a imprensa a recontar o legado do marido, buscando um enterro grandioso para preservar Camelot e evitar que Kennedy seja esquecido.

O foco está no momento imediatamente pós-assassinato, quando o círculo de poder em Washington prefere uma transição discreta. Jackie, porém, interfere na forma como a história é contada, buscando controle sobre a narrativa.

Performance e abordagem

Portman é indicada ao Oscar pela atuação, que transita entre determinação e fragilidade. O filme é marcado por um retrato de empoderamento feminino, com Jackie enfrentando machismo velado e práticas como gaslighting e mansplaining.

Ao longo da projeção, a atuação ganha equilíbrio entre força psicológica e vulnerabilidade física, oferecendo uma visão singular da personagem que molda o legado de Kennedy. A obra reforça a ideia de que a figura de Jackie continua presente na memória pública.

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