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Drama sobre personagens desorientados é descrito como repetitivo

Drama de André Ristum sobre desorientação na metrópole, onde personagens isolados sintetizam o mal-estar contemporâneo, com Marieta Severo no elenco

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  • O drama “A Voz do Silêncio”, dirigido por André Ristum, é o terceiro longa de ficção do cineasta.
  • Marieta Severo faz parte do elenco do filme.
  • A obra aborda a desumanização da vida moderna por meio de personagens desorientados que se cruzam na metrópole.
  • O roteiro, assinado por Ristum e Marco Dutra, privilegia a desconexão entre pessoas em espaços comuns, com aridez predominante mesmo quando os caminhos se cruzam.
  • A produção evita abstrações e apresenta situações de perda, crise e impotência, com atuação central de personagens que dialogam com esse mal-estar coletivo.

A Voz do Silêncio, terceiro longa de ficção de André Ristum, chega ao público com foco na desumanização da vida moderna. O filme destaca o abandono e a exploração ligados ao funcionamento das metrópoles, mantendo-se conectado a tradições do cinema brasileiro.

O roteiro, assinado por Ristum e Marco Dutra, acompanha um conjunto de personagens desorientados que convivem em espaços comuns como casa, trabalho e cidade. Mesmo com encontros entre eles, o foco é o estranhamento e o isolamento, visualizados pela montagem e pela circulação de veículos na abertura.

Entre as figuras que aparecem, estão uma senhora fóbica confinada em casa, um migrante que encara jornadas duplas e um executivo que transita pela cidade com traços de vampirismo financeiro e sexual. O filme privilegia a identificação com esse conjunto de dramas coletivos.

Elenco e produção

A direção é de André Ristum, com participação de Marieta Severo no elenco. O filme constrói um retrato de personagens que, mesmo conectados, permanecem isolados, reforçando o tom de crítica à vida contemporânea sem recorrer a soluções simplistas.

A narrativa evita abstrações ao apresentar situações reconhecíveis, fortalecendo o ritmo de tensão e o clima pessimista. A construção depende fortemente do desempenho dos atores em cena, que conduzem as ações através de expressões e silêncios.

A montagem e a cinematografia enfatizam a sensação de desorientação, sem oferecer uma conclusão fechada. O resultado é um relato cinematográfico coeso, centrado na experiência individual dentro de uma sociedade em transformação.

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