- Diretora Mariette Rissenbeek, nova executiva da Berlinale, seleciona dez filmes para a 43ª Mostra de cinema alemão contemporâneo.
- A curadoria reúne obras de 2003 a 2014, mantendo variedade temática e geracional, sem reduzir a seleção a um único selo ou estilo.
- Parte do repertório já circulou no circuito comercial: As Mulheres da Rosenstrasse, Contra a Parede, À Espera de Turistas, Hanami – Cerejeiras em Flor e Phoenix.
- Entre os títulos, Verão em Berlim e O Estranho em Mim destacam-se como ficções centradas em personagens femininas, com foco em crises pessoais.
- Oh Boy, de Jan Ole Gerster, acompanha um dia na vida de Niko, jovem que ainda se aproxima da adolescência, sob olhar berlinense.
A diretora-executiva Mariette Rissenbeek divulgou a seleção de 10 filmes para a 43ª Mostra de Cinema, promovida pela Berlinale. A curadoria, apresentada pela primeira vez por quem comanda a Berlinale, aposta em cinema alemão contemporâneo. O conjunto, produzido entre 2003 e 2014, não busca encaixe único, mantendo a diversidade.
Metade das obras já circula há tempo no circuito comercial, entre elas As Mulheres da Rosenstrasse, Contra a Parede, À Espera de Turistas, Hanami – Cerejeiras em Flor e Phoenix. A Mostra oferece oportunidade de releitura em tela grande ou nova descoberta para o público.
Entre os destaques, verões intensos aparecem com Verão em Berlim, de Andreas Dresen, e O Estranho em Mim, de Emily Atef. Filmes centrados em personagens femininas exploram crise, solidão e maternidade, com câmera próxima aos corpos para enfatizar a produção de crise.
A crise aparece também em Todos os Outros, segundo longa de Maren Ade, que investiga o dinamismo entre casal em férias. A proposta coloca o amor em jogo, alternando fusão e conflito, com olhar crítico sobre relações modernas.
Oh Boy, de Jan Ole Gerster, aparece como retorno à estética da nouvelle vague. O filme acompanha um dia na vida de Niko, jovem que ainda carrega traços da adolescência. A montagem se vincula à estética indie e ao cinema berlinense.
A curadoria da diretora, conhecida por comandar a German Films e pela atuação na difusão de produções alemãs, sinaliza uma visão plural. O recorte evita reduzir a produção a rótulos únicos, mantendo a variedade temática.
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