- A série “Dias Perfeitos” estreia no Globoplay em 14 de agosto, adaptando o livro de Raphael Montes.
- A narrativa é ampliada com a perspectiva de Clarice, a vítima dos abusos de Téo, um estudante de medicina psicopata.
- A direção é de Joana Jabace, que utiliza sua experiência pessoal com o tema do abuso para abordar a história de forma sensível.
- A roteirista Claudia Jouvin foca na psique de Clarice, permitindo que a audiência compreenda seu sofrimento.
- A série busca dar voz às vítimas e provocar diálogos sobre experiências frequentemente silenciadas.
A série Dias Perfeitos, que estreia no Globoplay em 14 de agosto, traz uma nova perspectiva ao adaptar o livro homônimo de Raphael Montes. Enquanto a obra original é narrada sob o ponto de vista de Téo, um estudante de medicina psicopata, a série amplia a narrativa ao incluir a visão de Clarice, a vítima de seus abusos. A direção é de Joana Jabace, que utiliza sua experiência pessoal com o tema do abuso para abordar a história de forma sensível.
A roteirista Claudia Jouvin foi responsável pela ideia de explorar a psique de Clarice, permitindo que a audiência compreenda a dor e o sofrimento que ela enfrenta. Joana Jabace destaca que teve o cuidado de não expor o corpo da personagem de forma a glorificar a violência, mantendo sempre o foco na dor dela. “Estamos sempre com ela, na dor dela”, afirma a diretora.
Joana, que já dirigiu produções como Avenida Brasil e Assédio, também é uma sobrevivente de abuso. Sua vivência a motivou a transformar sua dor em relatos que ajudem a desmistificar o tema. A série não se propõe a ser um documentário sobre assédio, mas provoca reflexões sobre a vida de Clarice após os traumas que enfrenta. “Ela morre e nasce de novo”, explica Joana, enfatizando que a narrativa busca mostrar que é possível reconstruir a vida após experiências traumáticas.
A diretora acredita que é essencial abordar o tema do abuso de forma honesta e sem tabus. “Enquanto não falarmos do ponto de vista feminino, não avançaremos”, diz. A série, ao tratar de questões delicadas, busca dar voz às vítimas e encorajar diálogos sobre experiências que muitas vezes permanecem silenciadas.
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