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Série retrata a luta contra a Aids nos anos 1980 com foco na vida e esperança

Série sobre a luta contra o HIV nos anos 1980 estreia na HBO Max e provoca debate sobre estigmas e saúde pública no Brasil

Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Johnny Massaro e Igor Fernandez, da série 'Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente' (Foto: Edison Vara / Ag.Pressphoto / Divulgação)
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  • O Festival de Gramado incluiu a pré-estreia da série “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente” no dia 16 de setembro, no Palácio dos Festivais.
  • A série, dirigida por Marcelo Gomes e Carol Minêm, será lançada na HBO Max no dia 31 de setembro.
  • A trama se passa no final dos anos 1980 e retrata a luta de comissários de bordo para trazer o medicamento AZT para o Brasil, em um período de preconceito sobre o HIV.
  • Thiago Pimentel, um dos produtores, destacou que cerca de 10 mil pessoas ainda morrem anualmente de Aids no Brasil, muitas vezes devido ao estigma.
  • A cerimônia de abertura do festival ocorreu no dia 15 de setembro, com a exibição do filme “O último azul”, que homenageou o ator Rodrigo Santoro.

O Festival de Gramado, um dos mais importantes eventos de cinema do Brasil, ampliou sua programação para incluir séries nacionais nos últimos anos. Neste contexto, a pré-estreia da série Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente ocorreu no último sábado, 16 de setembro, no Palácio dos Festivais. A produção, dirigida por Marcelo Gomes e Carol Minêm, será lançada no streaming da HBO Max no dia 31 de setembro.

A trama, ambientada no final dos anos 1980, aborda a luta de comissários de bordo que se uniram para trazer o medicamento AZT para o Brasil, ajudando pessoas afetadas pelo HIV em um período marcado pelo preconceito. Thiago Pimentel, um dos produtores, destacou a relevância da narrativa, afirmando que 10 mil pessoas ainda morrem anualmente de Aids no Brasil, muitas vezes devido ao estigma. Ele também mencionou que sua experiência pessoal e documentários anteriores o inspiraram a contar essa história.

Reflexões sobre o Passado

Durante a coletiva de imprensa, Marcelo Gomes expressou sua emoção ao retratar uma época que marcou a vida de muitos. Ele enfatizou que a série busca mostrar a vida e a liberdade, utilizando câmeras de VHS para capturar a essência do período. Johnny Massaro, um dos atores, ressaltou a importância de relembrar essa história e discutir a realidade de viver com HIV no Brasil, que hoje não é mais uma sentença de morte.

Bruna Linzmeyer e Ícaro Silva também participaram do debate, enfatizando a necessidade de atualizar a linguagem usada para se referir às pessoas que vivem com HIV, propondo o uso de termos mais respeitosos. A série, portanto, não apenas narra um capítulo importante da história, mas também busca promover uma reflexão sobre a saúde pública e os avanços na medicina.

O festival teve início na sexta-feira, 15 de setembro, com a exibição do filme O último azul, que homenageou o ator Rodrigo Santoro. A cerimônia de abertura foi marcada por um Kikito de Cristal, celebrando a trajetória do ator e sua conexão com o cinema brasileiro.

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