- Miguel Falabella lançou o filme Querido Mundo no 53º Festival de Cinema de Gramado.
- A obra é uma adaptação de uma peça dos anos 1990 e recebeu críticas mistas.
- Durante a coletiva, Falabella destacou a importância do reconhecimento do público.
- O filme apresenta dois personagens, interpretados por Eduardo Moscovis e Malu Galli, que se encontram em um prédio abandonado no Rio de Janeiro.
- Outra estreia no festival foi Papagaios, de Douglas Soares, que explora a vida de papagaios de pirata.
Miguel Falabella, renomado diretor e ator brasileiro, lançou seu novo filme, Querido Mundo, no 53º Festival de Cinema de Gramado. A obra, uma adaptação de uma peça dos anos 1990, recebeu críticas mistas, mas Falabella expressou seu orgulho em criar filmes para o grande público.
Durante a coletiva de imprensa, o diretor destacou a importância do reconhecimento do público. “Saí da sala de cinema e vi uma senhora que me disse: ‘Eu adorei seu filme, me identifiquei demais’”, relatou. Querido Mundo é um dos seis longas de ficção concorrentes ao prêmio do festival, que será entregue no próximo sábado.
A narrativa do filme gira em torno de dois personagens, interpretados por Eduardo Moscovis e Malu Galli, que se encontram em um prédio abandonado no Rio de Janeiro, às vésperas do Ano Novo. A obra é descrita como uma fábula em preto e branco que aborda temas como amor e esperança, embora tenha sido criticada por não se posicionar politicamente e por seguir caminhos previsíveis para cinéfilos exigentes.
Concorrentes no Festival
Outra estreia notável no festival foi Papagaios, dirigido por Douglas Soares. O filme, que mistura thriller e comédia, explora a vida de papagaios de pirata que buscam fama na televisão. A trama segue a relação entre Tunico, um papagaio da velha guarda, e Beto, um jovem aspirante a “papagaio de pirata”.
Soares, que também escreveu o roteiro, compartilhou que a ideia surgiu de suas memórias da infância no Complexo da Maré. O filme apresenta uma cena marcante em que Tunico ensina Beto a se posicionar diante das câmeras, simbolizando a busca por reconhecimento e a dinâmica entre pai e filho.
Ambos os filmes refletem a diversidade do cinema brasileiro e a busca por novas narrativas, mesmo diante de críticas. O festival, que se destaca por sua relevância cultural, continua a ser um espaço importante para a exibição de obras que desafiam as convenções do cinema tradicional.
Entre na conversa da comunidade