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Faça Ela Voltar aposta em medos psicológicos em nova leva de filmes de horror

Novo terror de trauma e psicologia, impulsionado pela A24, aproxima o horror do cotidiano e discute traumas de gerações sem depender de sustos

A atriz Sally Hawkins em cena de 'Faça Ela Voltar', de Danny Phillipou e Michael Phillipou
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  • O filme Faça Ela Voltar estreia nesta quinta-feira e traz traumas geracionais como motor central, priorizando o psicológico em vez de sustos fáceis.
  • Na trama, Andy e Piper vão morar com a terapeuta Laura após perderem o pai e descobrem que a mãe adotiva lida mal com a perda da própria filha.
  • O elenco inclui Oliver, um garoto reservadamente comunicativo, e a história aponta rituais macabros que colocam todos em risco.
  • A produção é da A24, que impulsiona a tendência do pós-terror, com foco no drama dos personagens em meio a imagens aterrorizantes do cotidiano.
  • Críticos discutem a ética do rótulo pós-terror e a distância entre filmes considerados “elevados” pela crítica e trabalhos mais tradicionais do horror.

Faz tempo que o horror busca menos sustos banais e mais densidade emocional. A A24 impulsiona essa tendência com Faça Ela Voltar, novo filme de Danny e Michael Philippou, que chega às telas nesta quinta-feira. A produção enfatiza traumas familiares para explorar o medo.

Na trama, irmãos adotivos enfrentam a perda de um pai e vão morar com uma psicóloga, onde o jovem Oliver é silencioso e misterioso. A mãe adotiva luta para superar a dor da filha perdida, dando espaço a rituais sombrios que elevam a tensão sem recorrer a sustos fáceis.

O filme se insere no que alguns críticos chamam de pós-terror, formato que privilegia o drama dos personagens e situações cotidianas como fonte de medo. O foco está nas dinâmicas humanas e na psique dos protagonistas, em vez de criaturas ou jumpscares imediatos.

A produção marca a consolidação da parceria dos Philippou com a A24, que já apoiou Fale Comigo, sucesso anterior da dupla. O novo longa mantém o tom sombio, com fotografia cinzenta e ritmo contemplativo que privilegia o desconforto psicológico.

Recepção crítica e debates sobre o gênero

Especialistas apontam que o rótulo pós-terror gera, às vezes, controvérsia, ao propor subverter clichês sem abandonar o conteúdo intenso. Críticos destacam a presença de drama humano como motor do terror, associado a traumas geracionais.

Pesquisadores do gênero discutem a diversidade de temáticas trazidas por cineastas independentes. Com referências a nomes nacionais e internacionais, o debate envolve modos de representar conflitos sociais, de gênero e racialidade no horror contemporâneo.

Entre os produtores, diretores e críticos, há consenso de que o cinema de terror atual flerta com o cotidiano e com situações realistas. O objetivo é provocar desconforto sem depender apenas de efeitos sonoros ou de sustos tradicionais.

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