- O filme “O Último Azul” estreia nos cinemas brasileiros em 28 de setembro de 2023.
- Dirigido por Gabriel Mascaro, a obra já ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.
- A trama aborda etarismo e a ressignificação da vida na terceira idade, com Denise Weinberg e Rodrigo Santoro no elenco.
- A história segue Tereza, uma mulher de 77 anos, que enfrenta um governo distópico que busca enviar idosos para colônias.
- O filme foi exibido em mais de 50 festivais e vendido para 65 países, destacando-se em um momento positivo para o cinema brasileiro.
“O Último Azul” estreia nos cinemas brasileiros em 28 de setembro de 2023. O filme, dirigido por Gabriel Mascaro, já conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim e aborda temas como etarismo e a ressignificação da vida na terceira idade. O elenco conta com Denise Weinberg e Rodrigo Santoro.
A trama segue Tereza, uma mulher de 77 anos que enfrenta um governo distópico que busca enviar idosos para colônias. Com uma narrativa que mistura fantasia e crítica social, o filme apresenta Tereza em um frigorífico, onde trabalha picotando jacarés. A personagem, que inicialmente se sente segura, logo se vê ameaçada pela mudança nas leis que visam a “produtividade” do país.
Mascaro descreve “O Último Azul” como um convite à reflexão sobre a vida e os sonhos, mesmo na velhice. O diretor destaca que a obra não se limita a uma crítica política, mas busca tocar o público de forma mais ampla, além das divisões ideológicas. A história é também uma homenagem à sua avó, que encontrou novos significados na vida após os 80 anos.
Temas e Estilo
O filme é descrito como uma “road movie” aquática, utilizando os rios amazônicos como cenário. Tereza encontra personagens como um barqueiro, interpretado por Santoro, e uma missionária de mentirinha, que enriquecem a narrativa. Mascaro brinca com o conceito de “coming of late age”, abordando o amadurecimento na velhice.
A produção surge em um momento positivo para o cinema brasileiro, que tem recebido reconhecimento internacional. O filme já foi exibido em mais de 50 festivais e vendido para 65 países. Mascaro expressa esperança de que “O Último Azul” ajude a reestabelecer a conexão do público brasileiro com suas produções cinematográficas, especialmente após os desafios enfrentados durante a pandemia e a ascensão do streaming.
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