- A produção brasileira de “Tom na Fazenda”, escrita por Michel Marc Bouchard, teve sucesso no Festival de Edimburgo.
- A peça, dirigida por Rodrigo Portella e estrelada por Armando Babaioff, recebeu elogios da crítica britânica.
- O crítico Mark Fisher, do Guardian, destacou a obra como um “impressionante estudo sobre a homofobia”.
- Desde sua estreia em 2018, a peça tem sido apresentada em vários países, incluindo França e Bélgica, e há planos para exibições nos Estados Unidos e na China.
- A narrativa aborda a opressão enfrentada por Tom, um publicitário que lida com a família de seu falecido namorado em uma fazenda.
A produção brasileira de “Tom na Fazenda”, escrita por Michel Marc Bouchard, fez uma apresentação de sucesso no Festival de Edimburgo, um dos mais renomados do mundo. Com direção de Rodrigo Portella e atuação de Armando Babaioff, a peça foi elogiada pela crítica britânica, destacando-se por sua abordagem sensível sobre homofobia e opressão.
O crítico Mark Fisher, do Guardian, descreveu a montagem como um “impressionante estudo sobre a homofobia”, ressaltando sua crueldade e fascínio. Allan Radcliffe, do Times, elogiou a sensibilidade da produção ao misturar humor mordaz, brutalidade e ternura. A peça, que já está em cartaz há oito anos, foi apresentada em um teatro com capacidade para mais de mil pessoas.
Reconhecimento Internacional
Desde sua estreia no Festival TransAmériques em 2018, “Tom na Fazenda” tem conquistado o público em diversos países, incluindo França, Suíça, Bélgica e Portugal. Babaioff comentou sobre o reconhecimento do governo brasileiro e as negociações para futuras apresentações nos Estados Unidos e na China. Ele destacou que a peça é vista como emblemática para o momento atual da humanidade.
A narrativa gira em torno de Tom, um publicitário que, após a morte do namorado, enfrenta a opressão da família do falecido em uma fazenda. A sogra, interpretada por Denise Del Vecchio, desconhece a orientação sexual do filho, enquanto o irmão, Francis, vivido por Iano Salomão, oprime Tom, levando-o a criar uma rede de mentiras.
Futuro Promissor
Babaioff expressou a intenção de “sacudir o teatro brasileiro”, enfatizando a necessidade de apoio a projetos que fogem do comercialismo. A recepção positiva em Edimburgo reforça a ideia de que o teatro deve retornar às suas origens, conforme apontado por críticos e espectadores. A peça continua a ser um marco na discussão sobre temas relevantes e universais, com potencial para impactar audiências ao redor do mundo.
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