- A 82ª edição do Festival de Cinema de Veneza começa em 30 de agosto e vai até 6 de setembro, com a exibição do filme *Grace*, de Paolo Sorrentino.
- O evento contará com a presença de estrelas como George Clooney, Cate Blanchett e Al Pacino.
- O movimento Venice for Palestine (V4P) pede que o festival critique o genocídio em Gaza e retire convidados pro-Israel, como Gal Gadot e Gerard Butler.
- A organização do festival, liderada por Alberto Barbera, afirma que não censurará artistas e que o diálogo é bem-vindo.
- Protestos pro-Palestina estão agendados para o Lido, e a discussão sobre Gaza deve permear todo o evento.
Festival de Cinema de Veneza 2023
A 82ª edição do Festival de Cinema de Veneza começa nesta quarta-feira, 30 de agosto, com a exibição do filme *Grace*, de Paolo Sorrentino. O evento, que se estende até 6 de setembro, reunirá grandes nomes como George Clooney, Cate Blanchett e Al Pacino, em um dos maiores encontros de estrelas da história do festival.
Entretanto, a edição deste ano é marcada por controvérsias. O movimento V4P (Venice for Palestine), que conta com o apoio de cerca de 1.500 artistas, pediu que o festival criticasse o genocídio em Gaza e retirasse convites a celebridades pro-Israel, como Gal Gadot e Gerard Butler. A organização do festival, liderada por Alberto Barbera, afirmou que não censurará artistas e que o diálogo é sempre bem-vindo.
A resposta do festival não foi suficiente para acalmar os ânimos. Protestos pro-Palestina já estão agendados para o Lido, onde o festival acontece. Barbera destacou que a Biennale é um espaço aberto para discussões, mas não se posicionará politicamente. Ele citou a inclusão de filmes que abordam a opressão, como *The Voice of Hind Rajab*, que retrata a morte de uma criança em Gaza.
O cenário em Gaza é alarmante, com 62 mil mortes desde outubro de 2023, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza. A situação humanitária é crítica, com a ONU declarando fome em Gaza City pela quarta vez desde 2004. O festival, que já enfrentou guerras e pandemias, agora se vê em meio a um clamor por justiça e visibilidade para as vítimas do conflito.
O V4P também solicitou que artistas palestinos tivessem espaço para testemunhos durante a cerimônia de abertura. Barbera reiterou que o festival não pode resolver questões que os governos não conseguem. A expectativa é que a discussão sobre Gaza permeie todo o evento, mesmo com a presença de estrelas de Hollywood.
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