- O filme A Marvada Carne, dirigido por André Klotzel, retorna às salas de cinema em cópia remasterizada a partir de 28 de agosto.
- A obra, que completou 40 anos de estreia, foi vista por mais de um milhão de pessoas e recebeu prêmios no Festival de Gramado.
- A narrativa segue um homem simples em busca de carne de boi e uma esposa, enquanto Carula, sua contraparte, desafia o santo para realizar seu sonho de casamento.
- Klotzel destaca a importância de filmes independentes que se conectam com o público e ressalta que a versão restaurada permite a redescoberta da história.
- O relançamento também evidencia a escassez de cinema autoral no Brasil e a necessidade de unir cinema autoral e comercial.
A Marvada Carne, filme brasileiro dirigido por André Klotzel, retorna às salas de cinema em cópia remasterizada a partir de 28 de agosto. A obra, que completou 40 anos de sua estreia, foi vista por mais de um milhão de pessoas e conquistou prêmios no Festival de Gramado.
O longa, que traz Adilson Barros e Fernanda Torres em papéis marcantes, narra a busca de um homem simples por carne de boi e uma esposa, enquanto Carula, sua contraparte, desafia o santo para realizar seu sonho de casamento. A narrativa combina elementos cômicos e oníricos, refletindo sobre desejo e pertencimento.
Klotzel destaca a importância de filmes independentes que dialogam com o público. Ele afirma que a versão restaurada resgata a beleza original da obra, permitindo que novos e antigos espectadores redescubram a história. O diretor ressalta que a vitalidade do cinema brasileiro depende de produções que unem a visão do realizador à conexão com o público.
O relançamento de A Marvada Carne também serve como um lembrete da escassez de cinema autoral no Brasil. Klotzel observa que, na época de sua produção, havia mais espaço para obras criativas que buscavam atingir um público amplo. Ele critica a separação entre cinema autoral e comercial, afirmando que todo cinema é uma combinação das duas categorias.
A restauração do filme traz à tona a direção de arte de Adrian Cooper e a fotografia de Pedro Farkas, além das atuações marcantes de Barros e Torres. Klotzel, que não assistia à obra completa há mais de 15 anos, descreve a experiência de revisitar o filme como prazerosa e enriquecedora.
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