- O programa “Conversa com Bial” recebeu a atriz Julia Dalavia e a diretora Joana Jabace para discutir a série “Dias Perfeitos”.
- A trama, baseada no livro de Raphael Montes, segue um estudante de medicina que sequestra uma mulher por causa de sua obsessão.
- Joana Jabace destacou a abordagem sensível da série em relação à violência, evitando a objetificação da personagem.
- A diretora enfatizou que sugerir a violência pode ser mais impactante do que mostrá-la explicitamente.
- Julia Dalavia comentou sobre a construção de uma amizade e diálogo constante com a diretora durante a interpretação da personagem.
O programa “Conversa com Bial”, exibido na quinta-feira (28) pelo GNT, recebeu a atriz Julia Dalavia e a diretora Joana Jabace para discutir os bastidores da série “Dias Perfeitos”, adaptação do best-seller de Raphael Montes. A trama, que já conquistou o público, narra a história de Téo, um estudante de medicina que se torna obcecado por Clarice, levando-o a sequestrá-la para viver seus “dias perfeitos”.
Durante a conversa, Joana destacou a abordagem sensível da série em relação à violência, enfatizando a importância de uma construção colaborativa nas cenas mais delicadas, como a do estupro. “Não tornar um espetáculo o sofrimento da Clarice” foi um dos princípios que guiaram a equipe, buscando evitar a objetificação da personagem. A diretora ressaltou que sugerir a violência pode ser mais impactante do que mostrá-la explicitamente, permitindo que o espectador complete a narrativa.
Julia Dalavia compartilhou sua experiência ao interpretar Clarice, ressaltando o apoio recebido durante o processo. “Construímos um entendimento mútuo, uma amizade também”, afirmou a atriz, destacando a importância do diálogo constante com a diretora. A cena do estupro foi abordada sob diferentes perspectivas, buscando retratar a complexidade da situação sem expor a dor de forma gratuita.
A série “Dias Perfeitos” não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre temas difíceis, mostrando a responsabilidade do audiovisual na representação da violência.
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