- O Cine Paissandu, localizado na Cinelândia paulista, encerrou suas atividades no início dos anos 2000 após exibir um filme da saga ‘Senhor dos Anéis’.
- Atualmente, o espaço abriga um estacionamento, mas revive sua memória com a exposição “Caverna Fantasma” e “Drive In Paissandu”, da artista Manoela Cezar.
- A exposição, que pode ser visitada gratuitamente até 7 de setembro, explora a relação do público com o cinema e os “fantasmas” que habitam esses espaços.
- A instalação “Caverna Fantasma” está em uma sala fechada por 20 anos, enquanto “Drive In Paissandu” é exibida em uma área do estacionamento com colagens de imagens de estradas.
- Manoela Cezar, com formação em cinema, busca criar uma experiência cinematográfica que não depende de um filme, destacando a importância cultural do cinema.
O Cine Paissandu, um marco da Cinelândia paulista, encerrou suas atividades no início dos anos 2000, após exibir um filme da saga ‘Senhor dos Anéis’. Atualmente, o espaço abriga um estacionamento, mas revive sua memória através da exposição “Caverna Fantasma” e “Drive In Paissandu”, da artista Manoela Cezar, que pode ser visitada gratuitamente até 7 de setembro.
A exposição propõe uma reflexão sobre os “fantasmas” que habitam os cinemas, explorando a relação do público com o espaço. “As imagens projetadas ali vibram através do tempo, assim como as pessoas que frequentaram o Paissandu”, afirma Manoela. A instalação “Caverna Fantasma” é exibida em uma sala que ficou fechada por 20 anos, enquanto “Drive In Paissandu” é apresentada em uma área utilizada pelo estacionamento, onde o visitante assiste a uma colagem de imagens de estradas.
Manoela Cezar, que tem formação em cinema e é montadora, destaca que seu trabalho busca ir além das galerias. “Minha intenção era criar uma experiência cinematográfica não ligada ao filme”, explica. O projeto foi desenvolvido em parceria com a empresa que administra o estacionamento, permitindo uma imersão no espaço ao longo de seis meses.
A artista também menciona que o título “Caverna” evoca a relação do homem com a imagem e a experiência de entrar em um cinema de rua, um lugar que mistura sonho e medo. “Escolhi o Paissandu por sua capacidade de falar de dois tempos: o presente e o passado que ficou parado no tempo”, conclui. A exposição é uma oportunidade de revisitar a história do cinema e refletir sobre sua importância cultural.
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