- O Festival de Cinema de Veneza recebeu o cineasta mexicano Guillermo del Toro, que apresentou sua adaptação de Frankenstein.
- O filme explora temas de violência e identidade, trazendo uma nova perspectiva sobre a obra de Mary Shelley.
- Durante a coletiva de imprensa, Del Toro destacou a complexidade do personagem Victor Frankenstein, interpretado por Oscar Isaac.
- Enquanto isso, protestos ocorreram nas imediações do festival, com artistas pedindo atenção à situação na Faixa de Gaza.
- Um coletivo de cineastas italianos, chamado Venice4Palestine, solicitou uma posição clara do festival sobre a ofensiva israelense.
Após a passagem de diretores renomados como Yorgos Lanthimos e Noah Baumbach, o Festival de Cinema de Veneza recebeu o cineasta mexicano Guillermo del Toro, que apresentou sua adaptação de Frankenstein. O filme, que explora temas de violência e identidade, traz uma nova perspectiva sobre a obra de Mary Shelley, publicada em 1818.
Durante a coletiva de imprensa, Del Toro destacou a complexidade de Victor Frankenstein, interpretado por Oscar Isaac, que afirma: “Buscando a vida, criei a morte”. O diretor, vencedor do Oscar por “A forma da água”, revelou que a história sempre teve um significado especial para ele, comparando a criatura a um santo ou messias. “Frankenstein é uma religião desde que era criança”, afirmou.
O filme, que será distribuído pela Netflix, busca retratar personagens imperfeitos e a importância da compreensão mútua em tempos difíceis. Del Toro também comentou sobre a Inteligência Artificial, afirmando que não a considera um monstro atual, mas sim a “estupidez natural”, que é mais abundante.
Protestos e Apoio à Palestina
Enquanto o festival acontece, milhares de pessoas protestaram nas imediações, denunciando a ofensiva do Exército israelense na Faixa de Gaza. Artistas como a diretora marroquina Maryam Touzani e seu marido, o cineasta Nabil Ayouch, expressaram apoio aos palestinos, exibindo um cartaz com a frase “Parem o genocídio em Gaza”.
Um coletivo de cineastas italianos, chamado Venice4Palestine, fez um apelo para que o festival não se tornasse uma “tribuna triste e vazia”. A carta aberta do grupo, que reuniu 2 mil assinaturas, incluindo nomes como Guillermo del Toro e Michael Moore, pede uma posição clara sobre a situação em Gaza.
O diretor artístico do festival, Alberto Barbera, afirmou que o evento é um espaço de debate e que não hesitará em expressar sua preocupação com a morte de civis e crianças na Palestina.
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