- Theresah Ankomah, artista de Gana, foi selecionada para a 36ª Bienal de São Paulo, que ocorre de 6 de setembro de 2023 a 11 de janeiro de 2026.
- Sua instalação na fachada do Pavilhão Ciccillo Matarazzo destaca a colaboração comunitária e o uso de materiais locais, como folhas de palmeiras.
- Ankomah cresceu em Acra, influenciada por artesãos e escultores, e considera essa exposição um marco em sua carreira.
- A artista utiliza fibras naturais, como juta e rafia, e cada fita da instalação mede cerca de 12 metros.
- O tema da Bienal, “Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade Como Prática”, se alinha com sua visão de arte como parte da vida cotidiana das comunidades.
Theresah Ankomah, artista de Gana, foi selecionada para a 36ª Bienal de São Paulo, que ocorre de 6 de setembro de 2023 a 11 de janeiro de 2026. Sua instalação, que cobre a fachada do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, destaca a colaboração comunitária e o uso de materiais locais, como folhas de palmeiras.
Crescendo em Acra, Ankomah foi influenciada por artesãos e escultores. Desde jovem, ela se sentiu atraída pela arte, especialmente pela escultura. “Fiquei realmente impressionada”, afirma a artista, que agora integra um seleto grupo de 120 artistas na Bienal. Para ela, essa exposição representa um marco em sua carreira, comparando-a à Copa do Mundo.
A instalação de Ankomah é uma reflexão sobre o trabalho artesanal e a linguagem comunitária. “Acredito que a prática artesanal é dinâmica”, explica. Em Acra, ela colabora com comunidades de tecelões, que contribuíram para a produção da obra. “A comunidade é central para minha prática”, destaca.
Materiais e Processo Criativo
A artista utiliza fibras naturais, como juta e rafia, e, para a Bienal, optou por folhas de palmeiras, abundantes na região. Cada fita da instalação mede cerca de 12 metros. Durante a montagem, a equipe da Bienal trabalhou em conjunto com Ankomah para garantir que a instalação respeitasse a estrutura histórica do pavilhão, projetado por Oscar Niemeyer.
Ankomah já havia visitado o Brasil anteriormente, onde se conectou com outros artistas e explorou o Museu Afro Brasil. O tema da Bienal, “Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade Como Prática”, ressoa com sua visão de arte como parte da vida cotidiana das comunidades com as quais trabalha. “Eles estão vivendo a arte”, conclui Ankomah, refletindo sobre a influência de sua mãe em sua trajetória artística.
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