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Europeus tentam criar uma utopia nas Ilhas Galápagos e enfrentam desafios históricos

O filme "Éden" revela a tumultuada colonização da ilha de Floreana, marcada por conflitos e tragédias entre colonos europeus na década de 1930

Heinz e Margret Wittmer, acompanhados de dois filhos, na ilha onde abriram um hotel (Foto: Reprodução)
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  • As Ilhas Galápagos são conhecidas por sua relevância na teoria da evolução de Charles Darwin e por histórias de piratas.
  • O filme “Éden”, dirigido por Ron Howard, retrata a colonização da ilha de Floreana na década de 1930.
  • A história envolve colonos europeus, como a baronesa Eloise Bosquet de Wagner Wehrhorn e o médico Friedrich Ritter, que buscavam criar uma utopia.
  • Conflitos surgiram entre os grupos, resultando em tragédias, como o desaparecimento da baronesa e a morte de Ritter.
  • O legado dos colonos, especialmente dos Wittmer, permanece, com Margret Wittmer falecendo em 2000 como a última sobrevivente da saga.

As Ilhas Galápagos, localizadas no Oceano Pacífico, são célebres por seu papel na teoria da evolução de Charles Darwin e por suas histórias de piratas. Recentemente, o diretor Ron Howard lançou o filme “Éden”, que explora uma tentativa de colonização na ilha de Floreana na década de 1930, marcada por conflitos e tragédias.

O filme retrata a vida de colonos europeus, incluindo a baronesa Eloise Bosquet de Wagner Wehrhorn, o médico Friedrich Ritter e sua esposa Dore Strauch, além do casal Heinz e Margret Wittmer. Esses grupos chegaram à ilha entre 1929 e 1932, buscando criar uma utopia tropical. No entanto, as tensões logo surgiram, transformando o que parecia um paraíso em um pesadelo.

Dore Strauch, em seu livro “Satã Visitou o Éden”, narra como ela e Ritter, que se apaixonaram durante um tratamento médico, decidiram fugir da Alemanha em busca de um novo estilo de vida. A chegada de outros colonos, especialmente da baronesa, intensificou os conflitos. Bosquet tinha planos de construir um hotel de luxo, o que chocava com a filosofia de vida dos primeiros colonos.

As disputas por recursos e a rivalidade entre os grupos culminaram em eventos trágicos. Em março de 1934, a baronesa e um amante desapareceram sem deixar vestígios, enquanto Ritter morreu após consumir um frango estragado. Dore Strauch, ao se ver sozinha, decidiu retornar à Europa, enquanto os Wittmer permaneceram e abriram um hotel na ilha.

A história da colonização em Floreana, marcada por suspense, traição e tragédia, continua a fascinar, refletindo a complexidade das relações humanas em busca de um ideal. O legado dos Wittmer perdura, com Margret falecendo em 2000, sendo a última sobrevivente dessa intrigante saga.

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