- Entre 1929 e 1932, alemães Friedrich Ritter, Dore Strauch e o casal Heinz e Margret Wittmer chegaram à ilha Floreana, nos Galápagos, com planos de criar uma utopia e viver de forma disciplinada.
- A baronesa Eloise Bosquet de Wagner Wehrhorn chegou acompanhada de dois amantes, difundiu a ideia de construir um hotel de luxo e passou a disputar recursos e espaço com as duas famílias.
- Conflitos surgiram por questões como uso de água e alimento, além de disputas sobre a imprensa local; as tensões aumentaram com tentativas de controlar a narrativa do grupo.
- Em 27 de março de 1934, a baronesa desapareceu com um de seus amantes; o outro amante morreu meses depois, e Friedrich Ritter morreu de frango deteriorado; Strauch retornou à Europa.
- Os sobreviventes ficaram Heinz e Margret Wittmer, que abriram um hotel na ilha; Margret faleceu em 2000. O caso inspirou o filme Éden, de Ron Howard.
A história de uma suposta utopia europeia nas Ilhas Galápagos, especialmente na ilha Floreana, ganhou contornos de drama político e humano entre 1929 e 1934. Grupos de alemães chegaram buscando uma vida fora dos padrões, com planos que variaram entre colônia e retiro luxuoso. O experimento terminou em conflitos, desaparecimentos e mortes.
O núcleo inicial envolveu Friedrich Ritter, médico que defendia ideias filosóficas de Nietzsche, e Dore Strauch Ritter, sua companheira. Ambos chegaram a Floreana entre 1929 e 1932, buscando aplicar uma vida disciplinada e autossuficiente na ilha desabitada.
Acompanhados pelas narrativas de Strauch e pela escrita de Margret Wittmer, Heinz e Margret estabeleceram-se na ilha. A presença dessas famílias desencadeou tensões com Eloise Bosquet de Wagner Wehrhorn, autodenominada baronesa, que pretendia construir um hotel de luxo.
Disputas e mudanças de rumo
A baronesa, acompanhada por dois amantes, passou a confrontar os dois casais alemães. Recursos da ilha, como água e comida, foram alvo de disputas, enquanto a construção do hotel entrava em choque com o estilo de vida pretendido.
Documentários e relatos indicam que cartas enviadas à imprensa foram reescritas pela baronesa, ampliando o atrito entre os grupos. O ambiente isolado agravou desentendimentos já existentes entre as partes.
Em 27 de março de 1934 ocorreu o desaparecimento da baronesa e de um de seus amantes. Fontes divergentes apontam para diferentes trajetórias, sem evidências de um resgate ou embarcação específica.
Desfechos e legado
O amante remanescente deixou a ilha, posteriormente encontrado morto mumificado na ilha Marchena, longe do caminho indicado. Ritter faleceu pouco depois, ao comer frango deteriorado, e Dore Strauch retornou à Europa.
Os únicos sobreviventes foram Heinz e Margret Wittmer, que inauguraram um hotel na ilha com a família. Margret Wittmer permaneceu como testemunha de toda a epopeia até falecer em 2000.
Entre na conversa da comunidade