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Cineastas defendem foco na atuação em vez de rótulos em filmes LGBT

Festival de Brasília exibe filmes que abordam a comunidade LGBTQIA+ e destaca a atuação da atriz trans Noá Bonoba até 20 de setembro

Noá Bonoba em cena do filme 'Morte e Vida Madalena' (Foto: Reprodução)
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  • O 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou em 12 de setembro com a exibição de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
  • O evento celebra 60 anos de história e destaca longas marcantes, como “São Paulo Sociedade Anônima” e “A Falecida”.
  • Na primeira noite da mostra competitiva, foram exibidos três filmes sobre a comunidade LGBTQIA+, incluindo “Morte e Vida Madalena”, estrelado pela atriz trans Noá Bonoba.
  • Os curtas “Logos”, de Britney Federline, e “Safo”, de Rosana Urbes, também foram apresentados, com cineastas expressando desconforto com a categorização de seus trabalhos.
  • O festival vai até 20 de setembro e contará com a exibição de 80 filmes, encerrando com “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo.

O 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro teve início na sexta-feira, 12 de setembro, com a exibição de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. O evento, que celebra 60 anos de história, destaca longas que marcaram sua trajetória, como São Paulo Sociedade Anônima e A Falecida.

Na primeira noite da mostra competitiva, três filmes focaram na comunidade LGBTQIA+. O longa-metragem Morte e Vida Madalena, dirigido por Guto Parente e estrelado pela atriz trans Noá Bonoba, foi o destaque. A trama acompanha Madalena, uma cineasta que, após a morte do pai, tenta filmar um roteiro deixado por ele, enfrentando desafios financeiros e uma equipe complicada.

Durante a sessão, Bonoba enfatizou a importância de ser vista além de sua identidade de gênero, dedicando seu trabalho a profissionais trans no audiovisual. “Espero vocês amanhã para a gente conversar sobre atuação. E não sobre eu ser travesti”, afirmou a atriz.

Curta-Metragens em Destaque

Além de Morte e Vida Madalena, foram exibidos os curtas Logos, de Britney Federline, e Safo, de Rosana Urbes. Logos retrata memórias de uma internação hospitalar após complicações da Covid-19, enquanto Safo é uma animação que explora a obra da poeta grega Sappho.

As cineastas expressaram desconforto com a categorização de seus filmes. Federline comentou sobre a estranheza de ver suas obras agrupadas em um mesmo dia, desejando que seus trabalhos fossem apreciados em um contexto mais amplo. Urbes também destacou a necessidade de abordar a artista por sua produção, não apenas por sua sexualidade.

O festival, que se estende até 20 de setembro, contará com a exibição de 80 filmes e encerrará com a produção brasiliense A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, que já foi premiada em festivais internacionais.

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