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Ópera de William Kentridge estreia em Nova York no Powerhouse Arts em Brooklyn

A ópera "Waiting for the Sibyl" estreia em Nova York no festival Powerhouse: International, com nova performance de Kentridge como abertura.

A performance of William Kentridge’s Waiting for the Sibyl (2019) Photo: Stella Olivier, courtesy Powerhouse Arts, Brooklyn
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  • William Kentridge apresenta sua ópera Waiting for the Sibyl em Nova York, durante o festival Powerhouse: International, até 11 de outubro.
  • A obra, que explora temas de incerteza e destino, foi originalmente concebida como uma peça acompanhante para Alexander Calder.
  • Kentridge criou uma nova performance chamada The Moment Has Gone, que precede a ópera, após enfrentar desafios logísticos que impediram a inclusão das esculturas de Calder.
  • Waiting for the Sibyl combina elementos visuais e sonoros, com trilha composta por Nhlanhla Mahlangu e Kyle Shepherd, e conta com um elenco de dez cantores e dançarinos.
  • O artista reflete sobre como a pandemia alterou a percepção da obra, que agora dialoga com questões contemporâneas, e expressa esperança de reviver a produção com Calder no futuro.

William Kentridge, artista sul-africano renomado, apresenta sua ópera Waiting for the Sibyl em Nova York. A estreia ocorre no festival Powerhouse: International, que celebra diversas formas de arte, e acontece até 11 de outubro. A obra, originalmente concebida como uma peça acompanhante para Alexander Calder, lida com temas de incerteza e destino.

A produção é marcada por uma nova performance chamada The Moment Has Gone, que precede a ópera. Kentridge enfrentou desafios logísticos com a obra de Calder, que impossibilitaram a inclusão de suas esculturas originais na apresentação. Em vez disso, ele criou uma nova obra de 19 minutos que conecta os temas de ambas as produções.

Waiting for the Sibyl é uma câmara que combina elementos visuais e sonoros, com uma trilha composta por Nhlanhla Mahlangu e Kyle Shepherd. O espetáculo conta com um elenco de dez cantores e dançarinos, além de animações e colagens que enriquecem a narrativa. A obra foi inspirada na figura da Sibila Cumaea, que, segundo a mitologia, fornecia respostas sobre o futuro, mas cujas mensagens eram frequentemente incertas.

Kentridge, vencedor de um Olivier Award em 2023, reflete sobre como a pandemia transformou a percepção da obra. Ele observa que a obra agora dialoga com questões contemporâneas, como a influência das máquinas em nossas vidas. Apesar das dificuldades, o artista mantém a esperança de que sua produção possa ser revivida em uma nova versão que inclua Calder, embora reconheça os desafios logísticos envolvidos.

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