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O Conto da Aia fica mais plausível, afirma Margaret Atwood

Atwood afirma que, desde 2016, o cenário dos EUA sob Trump tornou a distopia de The Handmaid’s Tale plausível, não pelos vestidos, mas pelas políticas

Margaret Atwood was speaking on the BBC’s Desert Island Discs
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  • Desde 2016, Margaret Atwood diz que o cenário da distopia nos EUA ficou mais plausível sob o governo de Donald Trump, não pelas roupas, mas pelas políticas.
  • Ela afirma que não é a estética das vestes, e sim o conjunto de políticas que torna a trama mais provável.
  • Atwood sustenta que os EUA não são totalitarismo ainda, mas caminham para uma estrutura de poder cada vez mais concentrada.
  • The Handmaid’s Tale, de 1985, gerou a série de 2017 com Elisabeth Moss; The Testaments ganhou o Booker em 2019; as capas vermelhas viraram símbolo de protesto contra a revogação de Roe v. Wade.
  • Em entrevista ao Guardian, a autora disse que a filmagem de The Testaments indica que os EUA não são totalitarismo, mas seguem rumo a um regime de poder centralizado.

Margaret Atwood afirmou, em entrevista à BBC Radio 4, que desde 2016 o cenário distópico de A Handmaid’s Tale ficou mais plausível nos EUA sob a gestão de Donald Trump. A autora canadense ressaltou que não são os vestidos, mas o conjunto de políticas que pesam nesse retorno.

Segundo Atwood, a plausibilidade não depende de detalhes visuais, mas da dinâmica de poder e das restrições impostas a direitos básicos. Ela afirmou ainda que o risco continua presente, com o país menos totalitário, porém com maior concentração de poder.

Contexto da obra

A Handmaid’s Tale, publicada em 1985, descreve um regime totalitário teocrático que subjugou mulheres. Em 2017, a história ganhou adaptação para a televisão, com a atuação de Elisabeth Moss, tornando-se símbolo de resistência em protestos.

Extensão do argumento da autora

Atwood apontou que regimes assim tendem a não durar, ficção que contrasta com a percepção de que o cenário público americano é estável. Em outra entrevista, destacou que os EUA não devem ser subestimados por sua diversidade e por resistência de setores da sociedade.

Premiações e continuidade

A escritora coedita The Testaments, lembrada pela premiação Booker de 2019, cuja repercussão inclui temporada de televisão. Atwood sugeriu que a produção recente indica ausência de totalitarismo completo, ainda que haja avanço de estruturas de poder concentrado.

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