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Made in LA aborda incêndios florestais e prisões de imigrantes

Preview do Made in LA 2025 no Hammer Museum apresenta obras novas e diálogo entre arte e vida presente, enquanto o condado decreta emergência por raids da ICE

Pat O’Neill’s Los Angeles (1960s), from the series Cars and Other Problems Courtesy the artist
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  • Zoë Ryan, diretora do Hammer Museum, abriu a prévia da Made in LA 2025, com obras novas como Agua Is Life.
  • O condado de Los Angeles declarou estado de emergência para apoiar quem foi impactado pelos raids do ICE, iniciados na primavera.
  • As curadoras Essence Harden e Paulina Pobocha disseram que não houve tema fixo na seleção; visitaram mais de duzentos ateliês em busca de conexões com a cidade.
  • A exposição inclui obras que dialogam com o momento atual, como Eye on ’84, de Alonzo Davis, Battle of the City on Fire, de Patrick Martinez, e Untitled Thresholds (FOUR SEASONS), de Amanda Ross-Ho.
  • A instalação de abertura traz murais de 1984 e uma sinalização neon com “Agua Is Life; NO ICE”, conectando história de Los Angeles ao presente.

O Hammer Museum abriu a prévia da sétima edição da Made in LA, bienal de arte contemporânea que fica em Los Angeles e vai até 1º de março de 2026. A diretora Zoë Ryan destacou que o ano foi desafiador para a cidade, desde os incêndios de janeiro até as ações de ICE na primavera. A mostra trouxe obras novas, como Agua Is Life, e manteve o foco na relação entre arte e vida no momento atual.

O condado de Los Angeles declarou estado de emergência no mês seguinte para apoiar as vítimas das operações de imigração. Os curadores Essence Harden e Paulina Pobocha orientaram artistas de modo a permitir obras sem tema fixo, conectando a produção artística com o contexto social presente. Participam 28 artistas, com trabalhos produzidos ao longo de 2024 e 2025.

Obras em destaque e curadoria

Entre as instalações, a entrada do Hammer exibe releituras de murais de Alonzo Davis criados para os Jogos Olímpicos de 1984, formando Eye on ’84 sobre fundo azul intenso. O neón na entrada traz a frase Agua Is Life; NO ICE, obra de Patrick Martinez, que também ocupa grande parte de uma galeria externa. Martinez comenta que pensa na energia que molda as superfícies urbanas de Los Angeles ao andar pela cidade.

A mostra inclui também trabalhos de humor e crítica social, como Untitled Thresholds (FOUR SEASONS) de Amanda Ross-Ho, com quatro versões da porta do pai em um centro de memória, decoradas com símbolos da cultura pop. Segundo a artista, as peças dialogam com a memória e a atualidade, refletindo o momento da cidade.

Pat O’Neill e Bruce Yonemoto aparecem entre os veteranos convidados, com séries fotográficas e obras em vídeo. Yonemoto apresenta Broken Fences (2025), filme visto através de frestas de uma cerca, abordando filmes de propaganda da Segunda Guerra Mundial e a memória de famílias japonesas nos EUA.

Processo de seleção e foco temático

Os curadores disseram que visitaram mais de 200 ateliês para compor o conjunto da Made in LA 2025. Não houve tema único, mas sim conexões entre memória, história e materialidade da criação. Harden afirmou que as ligações aparecem mais como fios que se cruzam entre artistas do que como uma linha temática fixa.

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