- A partir de 2029, os Oscars passam a ter direitos globais exclusivos da YouTube por quatro anos, até 2033, incluindo cerimônia, cobertura do red carpet, bastidores e acesso ao Governors Ball.
- O acordo também abrange conteúdos como anúncio de indicações, entrevistas com membros e cineastas, programas educativos, podcasts e outras atividades relacionadas.
- A medida faz parte da estratégia da Academia de ampliar o alcance global, com 21% dos votantes vindo de fora dos Estados Unidos.
- Neal Mohan, CEO da YouTube, diz que a parceria pode inspirar nova geração de cineastas e fãs, mantendo o legado dos Oscars.
- A notícia ressalta o histórico de exibição na televisão aberta dos Estados Unidos pela ABC e as mudanças recentes envolvendo streaming e plataformas.
A partir de 2029, os Oscars deixarão de ser transmitidos pela TV aberta nos Estados Unidos e passarão a ter direitos globais exclusivos da YouTube por quatro anos, até 2033. O acordo abrange cerimônia, cobertura do red carpet, conteúdos dos bastidores e ações relacionadas.
A parceria envolve a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e a YouTube, com o objetivo de ampliar o alcance mundial do evento e de seus programas ao longo do ano. O CEO da Academia, Bill Kramer, e a presidente Lynette Howell Taylor ressaltam que a associação expande o acesso ao trabalho da Academia para o maior público possível.
A empresa de streaming acredita que a aliança tende a inspirar novas gerações de criadores e fãs de cinema, mantendo o legado dos Oscars. Neal Mohan, CEO da YouTube, afirma que a parceria mantém a relevância cultural do Oscar dentro de um ecossistema contemporâneo.
Detalhes do acordo
O acordo prevê também acesso aos Governors Awards, anúncio de indicações, conferência de indicados, premiações estudantis da Academia, entrevistas com membros e cineastas, além de programas educacionais, podcasts e conteúdos relacionados. A transição ocorre em um momento de mudanças na indústria de mídia.
Este ano, a ABC, de propriedade da Disney, registrou leve alta de audiência para a cerimônia, que teve 19,7 milhões de espectadores. A edição de maior audiência histórica foi em 1998, com Titanic, que atraiu mais de 57 milhões.
Analistas avaliam que a mudança pode impactar a distribuição de receitas e a forma de consumo das premiações. A indústria acompanha com atenção a possível influência no mercado de streaming e nas negociações de direitos de transmissão.
A notícia chega em meio a uma série de negociações envolvendo plataformas e redes, com oOscar buscando adaptar-se a novos hábitos de consumo de conteúdo. A próxima cerimônia está marcada para março de 2029, já sob o formato da YouTube.
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