- O Agente Secreto ficou na shortlist do Oscar em duas categorias e alcançou 1 milhão de ingressos vendidos no circuito brasileiro.
- Nacionalmente, é a primeira vez que um filme produzido fora do eixo Sul-Sudeste atinge essa marca de público.
- Este ano, o título foi o segundo brasileiro a superar 1 milhão de espectadores, atrás de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa.
- A volta da Lei da Cota de Tela, em janeiro de 2024, ajudou o cinema brasileiro a respirar após a pandemia; ainda assim houve recuperação gradual desde 2020.
- A participação do cinema brasileiro no público caiu em relação ao período pré-pandemia, com queda de cerca de 42% na média de 2017–2019; o cinema estrangeiro teve queda de cerca de 30%. A produção de O Agente Secreto contribui para aproximadamente 10% do mercado atual.
Ao gosto da crítica e do público, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, está na shortlist do Oscar em duas categorias e já alcançou 1 milhão de ingressos vendidos no circuito brasileiro. O filme disputará Melhor Filme Internacional e Elenco.
Internacionalmente, o longa compete entre 14 títulos escolhidos por países para tentar uma vaga no prêmio de Hollywood. No Brasil, é a primeira vez que um filme produzido fora do eixo Sul-Sudeste atinge a marca de 1 milhão de espectadores.
Desempenho e cenário nacional
O 1 milhão de ingressos coloca O Agente Secreto como o segundo longa brasileiro a vender mais de 1 milhão neste ano, atrás de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa. O desempenho mostra recuperação do cinema nacional, ainda distante dos picos pré-pandemia.
Entre 2021 e 2023, nenhum título brasileiro rompeu a casa do milhão. Em 2020, Minha Mãe É Uma Peça 3 atingiu 11,6 milhões, antes dos impactos da pandemia. A Lei da Cota de Tela, que voltou a vigorar em janeiro de 2024, incentivou a projeção de filmes nacionais.
Contexto de mercado
Após a retomada, outros lançamentos também atingiram plateias relevantes: Minha Irmã e Eu chegou a 2,3 milhões; Os Farofeiros 2, 1,9 milhão; Ainda Estou Aqui, 5,7 milhões; e O Auto da Compadecida 2, 4,3 milhões. Mesmo com esses resultados, as bilheterias brasileiras continuam cerca de 42% inferiores à média de 2017–2019, enquanto o cinema estrangeiro registra queda de 30%. O Agente Secreto contribui para uma participação de mercado do Brasil em torno de 10%, ressaltando equilíbrio entre avaliação artística e público.
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