- No carnaval de 1994, em Canindé, Ceará, uma criança de 7 anos morreu ao reproduzir uma cena de Chaves.
- A mãe da criança enviou uma carta a Silvio Santos, alegando que a exibição do seriado contribuiu para a tragédia.
- A diretora do colégio chegou a propor boicote à programação infantil do SBT, que incluía Chaves às 13h.
- Na época, Ademar Dutra, então diretor do SBT, afastou a culpa do canal e disse que os personagens não tinham violência.
- O Chaves é uma série símbolo do SBT, com mais de quatro décadas no ar, e já gerou debates sobre seu impacto na infância.
O Ceará registrou uma tragédia em fevereiro de 1994: uma criança de 7 anos morreu após tentar reproduzir uma cena do seriado Chaves. A fatalidade ocorreu em Canindé, a cerca de 2 horas de Fortaleza, durante o carnaval. A família manteve a hipótese de que a exibição da série contribuiu para o acidente, levando a uma carta da mãe ao apresentador Silvio Santos.
A imprensa da época descreveu que a cena envolvia símbolos da série, como Seu Madruga e o Barriga, que apareciam tremendo ao levar um choque. Segundo relatos do Jornal do Brasil, o garoto tentou imitar a cena com um fio antigo de enceradeira e acabou falecendo. O pai da criança levou o menino ao hospital, mas não houve tempo de salvar a vida.
Reações da época e reação institucional
A tragédia ganhou contorno educativo para a opinião pública: a mãe registrou a carta a Silvio Santos, explicando a dor e o impacto da perda. A diretora da escola sugeriu um boicote à programação infantil do canal, classificando a grade como especialmente violenta para crianças. Naquele dia o jornal local destacou a faixa de exibição do programa.
O SBT, emissora responsável por Chaves, afastou qualquer relação de culpa com a produção. A defesa enfatizou que o seriado era um pastelão de humor ingênuo, sem violência explícita atribuída aos personagens. A posição institucional procurou preservar a imagem do programa, que se manteria entre os mais assistidos por décadas.
Luz sobre a continuidade da série
Com 41 anos no ar, a produção permanece como referência na programação da emissora. A discussão pública da época destacou a longevidade de Chaves e o impacto cultural de décadas de exibição, bem como o papel da família na avaliação de conteúdos infantis. A reportagem atual repassa o vínculo histórico entre a série e a fatalidade e registra posicionamentos da época.
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