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Globo não estreia novelas em dezembro há décadas: entenda o motivo

Globo evita estreias de novelas em dezembro há décadas, por queda de audiência, hábitos de fim de ano e tempo de engajamento, com raras exceções

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  • A Globo raramente estreia novelas em dezembro, hábito mantido há mais de cinquenta anos, com poucas exceções.
  • A explicação envolve estratégia de audiência, hábitos do telespectador e riscos comerciais: dezembro costuma ter queda de audiência e menos tempo de imersão para conectar o público com uma nova trama.
  • O mês costuma desorganizar rotinas por férias, festas e viagens, o que dificulta fidelizar espectadores no horário nobre.
  • Houve apenas algumas exceções históricas, como Padre Tião (1965), Um Rosto de Mulher (1965), Sangue e Areia (1967), O Homem Proibido (1967), Duas Vidas (1976), O Astro (1977) e Lua Cheia de Amor (1990).
  • O mercado de televisão, em geral, evita dezembro para estreias de novelas, preferindo encerrar histórias, reprisar conteúdos ou exibir eventos festivos.

A Globo evita estrear novelas em dezembro há décadas, mesmo sem regra escrita. A prática não é fruto de superstição, e sim de estratégias de audiência, hábitos do público e riscos comerciais. O mês é visto como pouco favorável para lançamentos diários.

Especialistas explicam que a novela precisa de tempo para criar vínculo com o público. O telespectador precisa conhecer personagens e tramas, o que leva semanas. Em dezembro, férias, viagens e festas costumam reduzir a audiência no horário nobre.

Há exceções históricas, porém raras. Entre 1965 e 1990, algumas novelas estrearam em dezembro, como Padre Tião, Um Rosto de Mulher, O Astro e Lua Cheia de Amor. Hoje esses casos são vistos como legado de uma era da televisão, não como modelo a seguir.

O mercado audiovisual como um todo evita dezembro devido a viagens, festas e menor tempo de convivência com a narrativa. Em emissoras concorrentes houve tentativas similares, com resultados instáveis ou abaixo do esperado, reforçando a percepção de que dezembro é território neutro.

Resumo: o mês costuma encerrar histórias e exibir conteúdos festivos, em vez de plantar uma novela que exija tempo para ganhar público fiel. Por isso, a prática se manteve estável por décadas, com poucas variações relevantes.

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