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Mistérios de assassinato que marcaram a história mundial

Lançamentos de janeiro reimaginam história e colonialismo em mistérios literários e histórias alternativas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A grid of multiple book covers part of new fiction releases out in January.
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  • How to Commit a Postcolonial Murder, romance de Nina McConigley, acompanha Georgie Creel, moça mestiça de Wyoming que, aos doze anos em 1986, ajuda a matar o tio com antifreeze; o romance relaciona culpa, colonialismo e identidade.
  • The Age of Calamities: Stories, de Senaa Ahmad, é uma coletânea de contos que brinca com história e distorções históricas, com imagens como uma Victoria em meio a um mistério e uma visita a Los Alamos no dia da Segunda Guerra; a obra é descrita como divertida, surreal e reveladora.
  • Janeiro traz ainda lançamentos de peso, entre eles The School of Night, de Karl Ove Knausgaard; The Last of Earth, de Deepa Anappara; This Is Where the Serpent Lives, de Daniyal Mueenuddin; Departure(s), de Julian Barnes; Kokun: The Girl from the West, de Nahoko Uehashi.
  • Outras obras em foco abordam reimaginações históricas e ficção especulativa, com temas que vão desde história alternativa a críticas sociais, mantendo o tom literário e imaginação vívida.
  • O conjunto de lançamentos de janeiro consolida o interesse por histórias que reanimam o passado, conectando memória,colonialismo e imaginação narrativa em diferentes países.

Aquelas novidades literárias de janeiro chegam com foco em usos e abusos da história. Em meio a lançamentos internacionais, dois romances e uma coletânea discutem memória, colonialismo e imaginação histórica. O universo de 2026 começa a se abrir para leitores que buscam perspectivas novas sobre o passado.

No romance de estreia, How to Commit a Postcolonial Murder, Nina McConigley narra Georgie Creel, de Marley, Wyoming. Em 1986, a jovem e a irmã matam o tio com antifreeze. A obra mergulha em culpa, colonialismo e identidade, sob a ótica de uma menina que observa o mundo ao redor.

A coletânea The Age of Calamities, de Senaa Ahmad, reúne histórias onde história e fantasia se cruzam. Casts de figuras históricas e situações improváveis servem para desconstruir narrativas sobre o passado e explorar o efeito do tempo sobre as escolhas humanas.

How to Commit a Postcolonial Murder: A Novel

Georgie, filha de pai americano e mãe indiana, cresce em uma região marcada pela oil industry e pela ausência de imagens românticas de Wyoming. A narrativa revisita o que a colonização impõe aos indivíduos que vivem entre culturas divergentes. Vinny Uncle, o tio, é descrito como uma presença que perturbou a vida familiar.

A autora utiliza a perspectiva de uma menina para tratar de violência, trauma e memória histórica. Georgie reflete sobre ações de 1986 e sobre como a colonização molda decisões que afetam outras pessoas. A obra conecta acontecimentos pessoais a episódios históricos amplos.

Apesar do tom grave, o livro é descrito como envolvente, com linguagem poética e construção criativa. A protagonista assume papéis que dialogam com temas de identidade, memória e resistência, sem perder o ritmo narrativo. A leitura é descrita como uma mistura de mistério, manifesto anti-colonial e lembrança de décadas passadas.

The Age of Calamities: Stories

Ahmad apresenta histórias que misturam Blackbeard, Ibn Battuta, Adams e outras figuras em ambientes alternativos. Um vizinho mundo onde Anne Boleyn vence, e cenários de laboratório no Manhattan Project aparecem como metáforas históricas. O conjunto prioriza imaginação e distorções do passado.

Entre as tramas, há uma technician em Los Alamos em 1945 que confronta o peso da história. O livro utiliza humor absurdo e referências históricas para explorar responsabilidade, contexto e contingência. A autora demonstra uma voz singular, com influências que vão de Angela Carter a Karen Russell.

As narrativas são apresentadas como espelhos que revelam verdades sobre o passado. O conjunto é valorizado pela originalidade e pela capacidade de provocar reflexão sobre como a história é contada. A recepção crítica aponta para uma escrita aguçada e uma visão autônoma da autora.

Janeiro releases, em síntese

Entre as novidades, destaca-se The School of Night, de Karl Ove Knausgaard, em tradução de Martin Aitken. Deepa Anappara apresenta The Last of Earth, uma expedição até o Tibete do século XIX. Daniyal Mueenuddin trabalha feudos e estruturas sociais em This Is Where the Serpent Lives.

Outras obras incluem Jean, de Madeleine Dunnigan, uma releitura de um romance escolar britânico; The Cormorant Hunt, de Michael Idov, um thriller político; Departure(s), de Julian Barnes, autoficção em comemoração ao seu aniversário; Kokun: The Girl from the West, de Nahoko Uehashi, com tradução de Cathy Hirano.

A lista ainda traz A Beast Slinks Towards Beijing, de Alice Evelyn Yang, e Every One Still Here, de Liadan Ní Chuinn, além da novela Eating Ashes, de Brenda Navarro. As obras variam entre ficção histórica, fantasia ecológica e relatos sobre identidades e territórios.

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