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Criador de Succession, Jesse Armstrong, fala sobre síndrome do impostor

Roteirista premiado revela que síndrome do impostor persiste, mesmo com o sucesso de Succession, em entrevista ao Desert Island Discs

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Jesse Armstrong
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  • Jesse Armstrong, criador de Succession, disse sofrer de impostor syndrome, mesmo com o sucesso e os prêmios da série.
  • Succession venceu diversos prêmios, incluindo Emmys e Globos de Ouro, e encerrou em 2023 com a quarta temporada.
  • Em Desert Island Discs, da BBC Radio 4, ele comparou uma sala de roteiristas bem funcionando a andar na lua.
  • Além de Succession, Armstrong foi indicado ao Oscar por In The Loop e já ganhou Baftas por Peep Show.
  • O guionista afirmou que a dúvida interna persiste e que ver apenas os rascunhos bons não mostra o que foi rejeitado ou refeito.

Jesse Armstrong, criador de Succession, afirmou que a síndrome do impostor persiste mesmo após sucesso expressivo na TV. Em entrevista ao Desert Island Discs, da BBC, ele descreveu como o ambiente de uma sala de roteiristas pode soar como “andar na lua” quando tudo funciona bem, e como as dúvidas internas não desaparecem.

O roteirista premiado explicou que momentos de alta colaboração studio podem gerar ideias valiosas de forma coletiva, mudando a percepção de que o processo é único e solitário. Ainda assim, ele admitiu que quando o grupo não está alinhado, a insegurança sobre a qualidade do trabalho aumenta.

Armstrong, de 55 anos, ficou conhecido por Succession, drama da HBO centrado em um magnata da mídia e sua família, com produção aclamada que encerrou em 2023 após quatro temporadas. O seriado ganhou 19 Emmys, incluindo melhor drama, e nove Globos de Ouro.

Além de Succession, Armstrong coescreveu o filme In the Loop, spin-off de The Thick of It, trabalhando com profissionais como Simon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche. Ele também já recebeu prêmios da Bafta pela série Peep Show.

Durante o Desert Island Discs, ele revelou que a autocrítica não desaparece com reconhecimentos. Segundo o roteirista, muitos autores renomados convivem com dúvidas sobre a qualidade do que entregam, mesmo diante de sucesso anterior.

O que resta, segundo ele, é manter uma parcela de confiança, entre 10% e 30%, ao considerar que o material pode atingir um alto padrão caso a visão desejada seja alcançada. Armstrong ressaltou ainda que sentimentos negativos nem sempre refletem a realidade do trabalho.

A entrevista completa será disponibilizada no BBC Sounds e na Rádio 4 da BBC a partir de domingo, às 10h. As gravações trazem o retrato de como a criatividade envolve consenso, insegurança e a busca contínua pela excelência.

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