- Dois ganhadores do Globo de Ouro pelo filme “O Agente Secreto” criticaram Jair Bolsonaro após o anúncio dos prêmios.
- O diretor Kleber Mendonça Filho, em entrevista na sala de imprensa, ligou a narrativa do filme ao cenário político recente e afirmou que Bolsonaro está “preso” e foi “irresponsável de forma épica” ao não liderar o país na pandemia.
- Mendonça disse que o cinema pode ser um canal para “expressão de lutos” e para lidar com as dificuldades da sociedade.
- O ator Wagner Moura, premiado como melhor ator, chamou Bolsonaro de “fascista” e “extrema direita”, apontando o filme como “manifestação física dos ecos da ditadura” no Brasil.
- Moura reiterou as críticas em entrevista ao jornal New York Times, dizendo que, no histórico, Bolsonaro “será o fascista eleito pelos brasileiros que tentou um golpe de Estado”.
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura venceram o Globo de Ouro pelo filme O Agente Secreto e crítico ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a coletiva de imprensa realizada após o anúncio dos vencedores. Os cineastas falaram à imprensa presente na ocasião.
Mendonça Filho associou a narrativa do longa ao cenário político recente, mencionando uma guinada à direita ocorrida há cerca de uma década e citando Bolsonaro em tom de reprovação, ao acreditar que o ex-presidente não liderou o país durante a pandemia. O diretor apontou que o cinema pode servir de expressão de luto e de dilemas vividos pela sociedade.
Wagner Moura, premiado como melhor ator, classificou Bolsonaro como fascista de extrema direita e afirmou que o filme representa ecos da ditadura no Brasil. Em entrevista ao New York Times, o ator reiterou que o ex-presidente é visto nos livros de história como alguém que tentou destabilizar a ordem democrática.
A dupla, em diferentes momentos da cobertura, reforçou a leitura de que o filme dialoga com o período da ditadura e com a política recente, preservando a linguagem de condenação sem indicar julgamentos diretos fora do ambiente jornalístico.
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