Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Intimidade na filmagem: o papel da coordenação ainda mal entendido

Coordenadores de intimidade são tema de debate após críticas à função, com ganho de reconhecimento e exigência de treinamento formal

Mikey Madison, right, and Mark Eydelshteyn in Anora.
0:00
Carregando...
0:00
  • Coordenadores de intimidade (ICs) estão no centro de debates após o #MeToo: alguns veem como proteção, outros como “polícia do sexo” que atrapalha a arte.
  • Adelaide Waldrop,IC, relata ser alvo de perguntas constrangedoras e comenta que o papel vai além de orientar falas entre cenas; envolve planejamento, avaliações de risco e uso de roupas de modéstia.
  • O trabalho costuma começar com a desmontagem das cenas sensuais no roteiro e discussões confidenciais com equipe e atores para traçar um plano claro antes das filmagens.
  • Nos Estados Unidos, há atuação sindical com a Sag-Aftra; no Reino Unido, existe um registro para ICs sob a Bectu, com exigência de treinamento e créditos em pelo menos cinco produções.
  • A repercussão pública é vista como prejudicial por alguns profissionais, que defendem que há necessidade de nuance e segurança, permitindo que histórias íntimas sejam contadas com responsabilidade.

O tema da coordenação de intimidade no cinema voltou a ganhar manchetes após debates sobre o papel, com críticas de figuras públicas e o reconhecimento de organizações da indústria. Coordenações de intimidade são profissionais que planejam cenas sensuais para reduzir riscos e assegurar consentimento, antes das filmagens.

Para alguns, elas representam uma proteção aos envolvidos e input criativo importante, especialmente em ações pós #MeToo. Nomes de peso do cinema já defenderam a prática, enquanto críticos a veem como freio à liberdade criativa em determinadas obras.

Ainda assim, a função tem gerado controvérsia. Algumas personalidades pediram para reduzir a presença dessas coordenadoras em certos projetos, de modo a não frear a produção. Outros destacam que o trabalho pode evitar surpresas durante as cenas.

A prática tem raízes em décadas anteriores, com profissionais atuando nos bastidores de filmes sensuais. O uso ganhou força após o movimento #MeToo, levando a uma profissionalização e a acordos formais em sindicatos no exterior.

No Brasil, a função ainda não tem regulamentação formal, mas já é discutida com base em padrões internacionais. Em geral, a atuação envolve desmontar cenas, conversas confidenciais com elenco e equipe e elaboração de planos de intimidade antes das gravações.

Entre as responsabilidades estão avaliações de risco, controle de sets fechados e fornecimento de peças de vestuário que preservem a modéstia. O objetivo não é saúde mental, mas promover transparência e consentimento contínuo de todos os envolvidos.

Profissionais ouvidos dizem que a função foi mal compreendida em parte por foco excessivo na polêmica. Alguns afirmam que, quando bem aplicada, facilita narrativas mais nuançadas de intimidade na tela e evita que theatros de bastidores venha a prejudicar o set.

O que esperam os coordenadores é que o interesse pelo tema se estabilize. Para eles, um bom trabalho fica invisível na prática: tudo já definido previamente, e a equipe continua a filmar sem interrupções.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais