- Exposição Nan Goldin: The Ballad of Sexual Dependency está em cartaz na Gagosian, London, e fica até 21 de março.
- A mostra reúne 126 fotografias tiradas entre 1973 e 1986, dispostas em quatro filas nas três paredes pretas.
- Originalmente apresentada como slideshow com trilha sonora variável, a Ballad já ganhou versões em filme e em livro.
- As imagens mostram a vida de Goldin e de seus amigos, com cenas de intimidade, festas, violência e rotina, com títulos curtos.
- Mesmo com o tom provocador, a curadoria aponta que as fotos parecem hoje mais normais, mantendo a força emocional e o impacto histórico.
Nan Goldin chega a Londres com a mostra The Ballad of Sexual Dependency, em Gagosian. A exposição reúne fotografias feitas entre 1973 e 1986, apresentadas em um formato de slide show que varia com trilha sonora e voz em off desde os anos 80. O conjunto reconstitui um mundo quase perdido, ainda presente.
O conjunto exibe 126 fotografias impressas em quatro camadas, ocupando três paredes pretas. As imagens foram, originalmente, projetadas em 45 minutos de slides, com trilha sonora que incluía nomes como Maria Callas, Petula Clark e Dean Martin. A curadoria preserva a sensação de filme feito de imagens estáticas.
Goldin descreve a Ballad como o diário que permite leitura pública. A câmera Nikon estava sempre à mão, levando o público a observar relações, festas, viagens e espaços íntimos com uma proximidade inquietante. O efeito é cumulativo e de alta intensidade visual.
Detalhes da exposição
A mostra apresenta cenas diversas, desde momentos de celebração até tensões e violência física entre pessoas próximas. As fotografias capturam desde revelações de intimidade até conflitos familiares, com títulos breves que instigam perguntas sobre o enredo por trás de cada imagem.
A narrativa é produzida pela montagem de imagens que transitam entre passado e presente, mostrando figuras como amigos, parentes e casais, em ambientes variados. O conjunto é descrito como uma experiência visual que provoca diversas leituras sem apelo a uma linha temporal única.
A obra permanece relevante pela densidade emocional e pela recorrência de temas como desejo, vulnerabilidade, ruptura e memória. A curadoria enfatiza a naturalidade com que Goldin aborda situações extremas, sem recorrer a artifícios retóricos.
A exposição fica em cartaz em Londres, na Gagosian, até 21 de março. A mostra propõe uma experiência de observação contínua, mantendo o leitor atento aos detalhes que conectam os retratos entre si.
Entre na conversa da comunidade