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Wagner Moura afirma que O Agente Secreto não existiria sem Bolsonaro

Wagner Moura afirma que o filme só existiria sem Bolsonaro, ironiza agradecimento e critica legado da ditadura, destacando avanços na memória histórica

Wagner Moura criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista a um talk show nos EUA. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • Wagner Moura afirmou em entrevista ao The Daily Show que o filme O Agente Secreto não existiria sem o governo de Jair Bolsonaro.
  • Ele destacou que o longa tem ganhado reconhecimento desde o Festival de Cannes.
  • Em tom irônico, Moura disse ter “agradecido” a Bolsonaro em uma premiação, alegando que o filme não teria sido realizado sem ele.
  • O ator disse que o filme nasceu diante do que ocorreu no Brasil entre 2018 e 2022, quando uma figura eleita democraticamente trouxe de volta valores da ditadura militar.
  • Moura criticou a Lei da Anistia de 1979 e afirmou que o Brasil está superando o problema de memória ao prender pessoas que atentaram contra a democracia, citando Bolsonaro como exemplo.

Wagner Moura afirmou que o lançamento de O Agente Secreto não ocorreria sem a atuação de Jair Bolsonaro, durante entrevista ao apresentador americano Jordan Klepper no The Daily Show. O ator também destacou o reconhecimento do filme no Festival de Cannes, citando uma premiação em que, segundo ele, agradeceu ao ex-presidente.

O artista disse que a produção nasceu diante da percepção compartilhada com Kleber Mendonça Filho sobre o que ocorria no Brasil entre 2018 e 2022. Moura afirma que o eleito de forma democrática naquele período representou a retomada de valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI.

Ele ainda comentou sobre a relação entre memória histórica e política, afirmando que ecos da ditadura ainda se fazem sentir. Segundo Moura, a eleição de um líder de atuação considerada de direita extrema em 2018 foi encarada como uma manifestação física desses ecos.

Contexto sobre o filme e declarações

O ator criticou a Lei da Anistia de 1979, afirmando que há questões que não podem ser esquecidas nem perdoadas. Moura disse que o Brasil vem superando questões de memória ao prender pessoas que atentaram contra a democracia e afirmou que Bolsonaro está entre os presos.

A fala do ator está ligada à avaliação de que o filme dialoga com debates contemporâneos sobre memória, democracia e justiça no Brasil. Moura reforçou que as declarações refletem a leitura dele sobre o período recente e seus impactos.

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