- A exposição A Bug’s Life de Arash Nassiri está em cartaz na Chisenhale Gallery, em Londres, tendo aberto no último fim de semana.
- A mostra combina instalação cinematográfica com uma casa abandonada, descrita como um “Palácio persa”, refletindo as vidas de iranianos que migraram para Los Angeles e outras regiões do Ocidente.
- Nassiri, nascido em Teerã e radicado em Berlim, acompanha a trajetória de um personagem inseto por uma mansão de Los Angeles, combinando cenas tensas e uma sensação de distorção.
- O projeto insere o elemento de arquivamento da arquitetura: as casas estão sendo demolidas e o artista busca preservar esses micro-estilos que surgiram durante o boom do petróleo na década de sessenta e setenta.
- A produção é co comissionada pela Chisenhale Gallery (Londres), Fluentum (Berlim) e Fondation Pernod Ricard (Paris), com exibição até 22 de março.
Arash Nassiri estreia sua primeira mostra individual institucional em Londres com a instalação audiovisual A Bug’s Life, na Chisenhale Gallery. A obra reúne filme e montagem escultórica para explorar a experiência da diáspora iraniana. A abertura ocorreu no fim de semana, em 2024/2025, e permanece em cartaz até 22 de março.
O filme acompanha um protagonista inseto por uma mansão construída na Los Angeles de gente que migrou do Irã. A iluminação azulada cria um clima de distorção, refletindo a desconexão entre raízes iranianas e vida ocidental. A produção é cofinanciada por espaços na Europa.
A exposição faz parte de uma narrativa sobre pertencimento e memória, cruzando arquitetura oriental e ocidental. Nassiri, nascido em Teerã e hoje radicado em Berlim, apresenta uma reflexão sobre modernidade, memória e a relação tensa entre Irã e o Ocidente.
Contexto e conceito
A obra utiliza o que Nassiri chama de Persa Palace, uma mutação da arquitetura iraniana e do estilo Império Francês que ganhou destaque na década de 1960 e 70. Após a revolução de 1979, muitos iranianos estabeleceram-se na Europa e na América do Norte.
Nessa leitura, a casa em Los Angeles funciona como cenário de pertencimento ambíguo. Construída por uma comunidade que buscava assimilação, ela revela um conflito entre identidade iraniana, vida americana e referências de modernidade ocidental.
A curadoria descreve a instalação como um arquivo visual das casas que estão sendo demolidas para dar lugar a novas construções. A obra registra estilos que, segundo Nassiri, podem desaparecer com o tempo.
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