- Clare Binns, diretora criativa da Picturehouse Cinemas, foi premiada com o Bafta de contribuição britânica extraordinária para o cinema.
- Ela afirmou que diretores devem tornar os filmes mais curtos para serem exibidos em cinemas, pois oito horários e sessões longas dificultam a operação.
- Citou títulos com durações largas, como Killers of the Flower Moon (206 minutos) e The Brutalist (315 minutos), como exemplos da tendência que preocupa programadores.
- Binns ressalta que oferecer uma experiência de visualização mais confortável é essencial para atrair o público de volta às salas.
- O prêmio será entregue em 22 de fevereiro; a dirigente também mencionou os desafios da indústria, como fechamento de cinemas locais e impactos de greves, destacando a importância da programação de repertório e de colaborações com streaming.
Clare Binns, diretora criativa da Picturehouse Cinemas, afirma que longas demais reduzem o público nas salas de cinema. A declaração acompanha o anúncio de que ela receberá o Bafta de contribuição britânica extraordinária ao cinema neste ano.
A executiva ressaltou que blockbusters recentes ultrapassaram três horas de duração, citando exemplos como Killers of the Flower Moon e The Brutalist, este último com mais de três horas e meia. Segundo ela, filmes extensos dificultam a programação das salas.
Para Binns, é essencial priorizar a experiência do público. Ela sugeriu que produtores coloquem o público no foco do filme, não apenas a visão do diretor, e defendeu cortes de tempo sem prejudicar a narrativa.
A organização de sessões da Picturehouse já pratica intervalos quando adequados, mas runtimes longos podem limitar as possibilidades de exibição, incluindo a oferta de apenas uma apresentação por noite.
A executiva, com carreira de mais de quatro décadas no setor, é reconhecida por apoiar cinema independente e diversificado. Ela iniciou no Ritzy, em Brixton, em 1981, e chegou à Picturehouse em 2003.
No panorama recente, cinemas enfrentaram fechamentos causados pela Covid e interrupções sindicais em 2023, que impactaram lançamentos e a recuperação de público. A indústria busca equilíbrio entre streaming e salas.
Binns destacou que a programação repertório vem aumentando o interesse, com públicos jovens voltando a prestigiar clássicos de Hitchcock e Agnès Varda em grande tela.
Ela também mencionou preocupações com fusões e aquisições no setor, como a tentativa de compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix, ressaltando que mudanças na indústria geram insegurança, mas o cinema já passou por transformações anteriores.
Para manter a sustentabilidade, a executiva enfatizou a importância de histórias originais e parcerias entre diretores, cinemas e público, citando títulos recentes que funcionaram bem em telões.
Binns recebe o Bafta de contribuição britânica ao cinema em 22 de fevereiro, em uma cerimônia anunciada pela instituição. A premiação celebra a relevância cultural e econômica de cinemas independentes.
Emily Stillman, presidente do comitê de cinema da Bafta, elogiou a atuação de Binns, destacando seu impulso à diversidade e ao apoio a cineastas emergentes, com impacto significativo na indústria britânica.
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