No Brasil, as atenções se voltam para O Agente Secreto (2025), novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ambientada em 1977, sob a vigilância da ditadura militar, a história acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, na chegada ao Recife durante o Carnaval. Com o objetivo de apagar um passado violento construído em São Paulo, o protagonista […]
No Brasil, as atenções se voltam para O Agente Secreto (2025), novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ambientada em 1977, sob a vigilância da ditadura militar, a história acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, na chegada ao Recife durante o Carnaval.
Com o objetivo de apagar um passado violento construído em São Paulo, o protagonista tenta reencontrar o filho e recomeçar do zero. A intenção de recomeço, porém, dá lugar a uma realidade em que a fuga se revela mais difícil do que o previsto.
A seguir, reunimos cinco curiosidades sobre os bastidores e a reconstrução histórica do filme.
1. Veículos restaurados ajudaram a reconstituir o Brasil da década de 1970
A equipe do filme informou que 169 veículos antigos foram restaurados. Em entrevista à revista Veja, a equipe do filme informou que usou coleções de diferentes regiões do Brasil para recriar o país na década de 1970. Quase 200 pessoas participaram como figurantes ao mesmo tempo, como em sequências de Carnaval.
2. Filme marcou o retorno de Wagner Moura ao cinema nacional após uma década
O ator voltou a protagonizar uma produção brasileira após mais de uma década afastado do cinema nacional. Em O Agente Secreto, ele interpreta Marcelo, um professor que retorna ao Recife na tentativa de recomeçar a vida.
3. Roteiro foi escrito ao longo de três anos
Entre 2021 e 2024, Kleber Mendonça Filho escreveu o roteiro do filme com base em histórias de refugiados e artistas perseguidos durante a ditadura militar. Na ocasião, o diretor afirmou ainda que achava Wagner Moura como o ator ideal para um protagonista imperfeito, com potencial de identificação junto do público.
4. Obra foi aplaudida em Cannes e circulou em festivais
Após a estreia no Festival de Cannes, o filme foi aplaudido durante 13 minutos. Desde então, passou por festivais em outros países, incluindo Estados Unidos, Peru e Austrália.
5. Wagner Moura passou por três caracterização distintas
Wagner Moura passou por três caracterizações distintas para representar diferentes fases do personagem. Já o ator João Vitor Silva passava quase duas horas por dia no figurino para compor o papel. A prótese chamava tanta atenção que algumas pessoas chegaram a perguntar se ele havia quebrado um dente para as filmagens.
Indicações ao Oscar e comparação histórica
Nesta quinta-feira(22), a obra foi indicada ao Oscar em quatro categorias: melhor filme, melhor ator, melhor seleção de elenco e melhor filme internacional. Em 2004, Cidade de Deus também concorreu em quatro categorias: melhor direção, melhor edição de filme, melhor fotografia e melhor roteiro adaptado.
A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
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