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Exposição na Califórnia celebra as vozes da artista Theresa Hak Kyung Cha

BAMPFA amplia leitura de Theresa Hak Kyung Cha, incluindo têxteis, cerâmica e a fluidez da linguagem na diáspora, além de rever a ênfase em Dictée

Theresa Hak Kyung Cha rehearsing her performance work Aveugle Voix (blind voice, 1975) Theresa Hak Kyung Cha Memorial Foundation
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  • Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive apresenta a primeira retrospectiva de Theresa Hak Kyung Cha em mais de duas décadas, buscando uma visão mais completa de sua prática multimodal.
  • Exposição, intitulada Theresa Hak Kyung Cha: Multiple Offerings, busca reduzir o peso de Dictée e enfatizar a continuidade de temas ao longo do tempo.
  • A mostra destaca a diáspora e o uso da linguagem por Cha, que dominava coreano, inglês e francês, influenciando sua abordagem artística.
  • Serão exibidos pela primeira vez em público trabalhos de tecelagem e cerâmica, além de documentação, esboços, cartas e objetos que acompanham suas performances.
  • A mostra inclui a instalação da obra Exilée (1980) e uma leitura de Dictée com duração de cerca de três horas, marcada para o período de 24 de janeiro a 19 de abril, em Berkeley.

O Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive (BAMPFA) apresenta a primeira mostra abrangente de Theresa Hak Kyung Cha em mais de duas décadas. A retrospectiva reúne trabalhos de natureza multidisciplinar, incluindo poesia concreta, arte postal, têxteis, cerâmica, performance e cinema, expandindo a visão sobre a obra da artista falecida em 1982.

Cha ficou conhecida principalmente pelo livro-arte Dictée, publicado pouco antes de sua morte. A exposição Multiple Offerings propõe uma visão mais completa de sua prática, enfatizando a fluidez criativa e a maneira como revisitava temas ao longo de diferentes formas.

A curadora Victoria Sung, com a associada Tausif Noor, utiliza acervos do museu para enfatizar a prática processual de Cha. A curadoria busca evidenciar a evolução de ideias desde o início dos anos 1970 até a década de 1980.

A trajetória da artista

Cha nasceu em Busan, na Coreia do Sul, em 1951, e imigrou para o Havaí em 1962. Em 1964 mudou-se para a área da Baía de San Francisco e estudou na UC Berkeley. Tornou-se cidadã norte-americana em 1977, destacando-se pela abordagem migratória na arte.

Sung afirma que Cha foi pioneira ao tratar diaspora no contexto norte-americano, explorando deslocamentos por meio da linguagem, memória e história. A mostra revisita esse tema com foco na diversidade de formatos da artista.

Exilée, filme de 1980, será recriado em instalação room-sized que utiliza Super 8 para projetar cenas sem pessoas, com a palavra exilée reduzida a um X preto. A obra integra a mostra e evidencia a relação entre imagem e texto.

Peças e formatos expandidos

Não haverá apenas performances registradas; a exposição reúne documentação, partituras gráficas, objetos, notas e esboços que evocam o conjunto da prática de Cha. Bandeiras estênciladas, banners de tecido e embalagens com palavras em francês aparecem junto a imagens de performances.

Diferentemente de uma exposição anterior realizada em 2001, esta mostra destaca os trabalhos iniciais de Cha em seda e cerâmica, que não haviam sido apresentados em público. Obras produzidas sob orientação de Jim Melchert e Terry Fox acompanham a seleção com outros artistas.

A mostra também inclui a leitura de Dictée, com duração de três horas, além de permitir compreender o contexto de Cha dentro de uma comunidade artística mais ampla de Berkeley. O conjunto de obras evidencia a pesquisa sobre linguagem e identidade.

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