- Greg Peters visitará o Brasil para inaugurar a nova sede da Netflix, em São Paulo, na Avenida Rebouças, com investimento de R$ 140 milhões; a equipe local cresceu cerca de 20% no último ano.
- A Netflix registra 15 anos de operação no Brasil e destaca que a produção nacional impulsionou a audiência global de conteúdos brasileiros em sessenta por cento no segundo semestre de 2025.
- Em 2025, a empresa teve faturamento global de US$ 45,2 bilhões e lucro de US$ 2,4 bilhões no último trimestre; a publicidade também dobrou em 2025, com expectativa de chegar a US$ 3 bilhões em 2026.
- A Netflix confirmou acordo com a Warner, sujeito à votação dos acionistas na primavera e a aprovações regulatórias globais, incluindo no Brasil.
- Para 2026, são previstas vinte produções originais em desenvolvimento; o negócio de publicidade sustenta planos mais acessíveis e a entrada em esportes ao vivo, além de continuar investindo em conteúdo com IA, sem substituir narrativas humanas.
A Netflix acelera no Brasil com inauguração de nova sede em São Paulo e celebra 15 anos de atuação no país. O escritório, na Avenida Rebouças, recebeu investimento de 140 milhões de reais para sustentar o crescimento da equipe, que avançou 20% no último ano.
A companhia apresenta sólido momento financeiro global. Em 2025, a receita atingiu 45,2 bilhões de dólares, com lucro de 2,4 bilhões no quarto trimestre. A publicidade também teve desempenho expressivo, com receitas chegando a uma projeção de 3 bilhões de dólares em 2026.
A estratégia de conteúdo nacional é vista como chave para o desempenho da plataforma. Produções brasileiras ajudaram a elevar a audiência global de conteúdos locais em 60% no segundo semestre de 2025, com títulos como Caramelo e Os Donos do Jogo no Top 10 em mais de 190 países.
Abertura da nova sede e o marco no Brasil
Ao deixar claro o foco local, Greg Peters, co-CEO, destacou a importância de ampliar a distribuição de conteúdos brasileiros, alinhando com a base mundial de assinantes. O objetivo é ampliar o alcance de títulos não explorados com maior efetividade.
A Netflix também reforçou planos para 2026. Haverá 20 produções originais em desenvolvimento, incluindo Os 12 Signos de Valentina e a adaptação de O Diário de um Mago, além de ampliar conteúdos diversificados.
A compra da Warner e o impacto regulatório
Em pauta está a proposta de aquisição da Warner, avaliada em 82 bilhões de dólares. O acordo depende da aprovação de acionistas, reguladores globais e autoridades brasileiras de concorrência, com votação prevista para a primavera no exterior.
O acordo permitiria acesso a um vasto catálogo e fortaleceria a posição da Netflix frente à concorrência, segundo Peters. A empresa argumenta que a negociação ampliará a distribuição de conteúdos já existentes no serviço.
Publicidade e transformação de preços
O executivo ressaltou que a publicidade não é apenas monetização, mas ferramenta de acessibilidade para reduzir o preço das assinaturas. Planos com publicidade devem expandir a base global, hoje com 325 milhões de assinantes.
A estratégia de anúncios combina dados para medição de impacto, segmentação e personalização de campanhas. A estreia de recursos de publicidade está prevista ainda para este ano, segundo a empresa.
Conteúdo, esportes e futuro criativo
Peters enfatizou a ideia de composição criativa dinâmica, com anúncios adaptados ao perfil do espectador e ao conteúdo. O objetivo é viabilizar direitos de esportes ao vivo, explorando modelos com intervalos comerciais.
A Netflix pretende manter o ritmo acelerado de produção, reforçando a presença em nichos de conteúdo, incluindo esportes, com uso de tecnologia para entrega de eventos ao vivo, inicialmente em mercados globais.
Visão sobre IA e storytelling
O executivo afirmou que IA não substitui grandes contadores de histórias. Conteúdos sintetizados podem coexistir com narrativas humanas, fortalecendo a diversidade de formatos e estilos dentro da plataforma.
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