- BBC pediu à Naked, produtora de The Apprentice, que realize uma revisão completa das checagens de antecedentes após surgirem tweets ofensivos de Levi Hodgetts-Hague, de mais de dez anos atrás.
- As publicações descreviam muçulmanos como “sujos”, mulheres como “vadias” e “cães”, além de apoiaram o ativista de extrema direita Tommy Robinson; a BBC afirmou estar “completamente surpresa” com os comentários.
- A BBC diz que a produção não foi informada previamente sobre os comentários e pediu que as checagens de redes sociais sejam fortalecidas, pois o processo falhou neste caso.
- A Naked afirmou compromisso com o cuidado e conformidade, dizendo que o casting inclui verificação DBS, avaliação de histórico nas redes sociais por terceiros e treinamento de redes sociais.
- Especialistas e profissionais do setor destacam que o processo de seleção envolve buscar diferentes perfis para gerar drama, mas reconhecem falhas de checagem e a necessidade de revisões nos critérios de contratação.
A BBC pediu a Naked, produtora independente de The Apprentice, que realize uma revisão completa dos critérios de checagem de candidatos após a descoberta de tweets ofensivos feitos por Levi Hodgetts-Hague, ouvido durante a fase de seleção. As mensagens foram escritas há mais de uma década, mas vieram a público durante a divulgação da nova temporada.
Segundo a BBC, a emissora estava “completamente alheia” aos comentários, que incluem descrições pejorativas a muçulmanos, mulheres e policiais, além de apoiar um ativista de extrema direita. A rede pediu que a produção reavalie os procedimentos de verificação social dos competidores, diante de falhas no processo que permitiram a participação do candidato.
A Naked, responsável pela produção, afirmou ter processos de casting rigorosos e que a conformidade é tratada com seriedade. A empresa destacou que o elenco do programa passa por checagens de antecedentes e tem histórico de redes sociais avaliado por terceiros, além de treinamentos de linguagem inclusiva.
Reação e medidas futuras
Especialistas ouvidos destacam a necessidade de reforçar a supervisão de produtores independentes e a revisão de acordos de financiamento entre redes e estúdios terceirizados. Analistas apontam que, mesmo com filtros, perfis problemáticos podem passar pelo rastreio, o que exige aperfeiçoamento contínuo das práticas de seleção.
Profissionais da indústria comentam que a atração do programa depende de uma mistura de perfis para gerar drama. Contudo, ressaltam que esse equilíbrio não pode justificar a aprovação de conteúdos incompatíveis com padrões de respeito ou com a legislação.
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