- Documentário Once Upon a Time in Harlem (2026) apresenta imagem inédita da Harlem Renaissance, com imagens de uma reunião na casa de Duke Ellington.
- Originalmente filmado em 1972 por William Greaves; o filme foi finalizado recentemente pelo filho dele, David Greaves, um dos cinegrafistas presentes na ocasião.
- As filmagens, em 16 mm, totalizaram cerca de 60.000 pés de filme (aproximadamente 28 horas) e registraram várias figuras importantes do movimento.
- Entre os presentes estavam James Van Der Zee, Eubie Blake, Arna Bontemps, George Schuyler, Romare Bearden, Aaron Douglas e outros, além de uma reflexão sobre o significado da Renascença Negra.
- O filme está em exibição no Festival de Cinema de Sundance, em Park City, Utah, até 1º de fevereiro.
O filme Once Upon a Time in Harlem traz um olhar interno para o Renascimento de Harlem. Registrado em 1972, o material mostra um encontro na casa de Duke Ellington, reunindo figuras-chave do movimento. A obra foi concluída recentemente pelo filho do cineasta, David Greaves.
Dirigido por William Greaves, o legado do documentário se confirmou com o apoio da repercussão de Black Journal, produção que abordava temas de questões negras nos Estados Unidos. Greaves produziu mais de 200 documentários ao longo da carreira.
A filmagem ocorreu em agosto de 1972, em Harlem, com três câmeras filmando em 16 mm e cerca de 60 mil pés de filme. A ideia era registrar a reunião de artistas, escritores, ativistas e líderes culturais ligados ao Harlem Renaissance.
Participantes da ocasião incluíram fotógrafos, músicos, escritores e ativistas, como James Van Der Zee, Eubie Blake, Arna Bontemps, George Schuyler, Romare Bearden e Aaron Douglas. Também esteve presente o então presidente da Universal Negro Improvement Association, Thomas W. Harvey.
O filme registra relatos sobre o que a era representou. Diversos interlocutores destacam que o Harlem Renaissance foi uma despertar cultural e uma união criativa de talentos negros, refletindo identidade e expressão artística.
Entre as reflexões, destaca-se a visão de que a manifestação foi menos uma renascentista e mais um despertar que conectou experiências diversas dos negros norte‑americanos. Nomes discutem o papel da estética e da comunidade nesse processo.
O documentário também contextualiza controvérsias históricas, como debates sobre a categorização da arte negra como arte americana, bem como a importância de artistas negros para a cultura geral do país. Essas discussões acompanham o material audiovisual.
Once Upon a Time in Harlem está sendo exibido no Sundance Film Festival, em Park City, Utah, e permanece em cartaz até 1º de fevereiro. A sessão destaca o papel de Greaves na captura de um momento histórico de significado cultural.
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