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Camiseta de filme popular agrada progressistas no Brasil e esgota todo dia

Camiseta amarela de Olinda, usada em O Agente Secreto, esgota diariamente entre progressistas, fortalecendo as finanças do grupo carnavalesco Pitombeira dos Quatro Cantos

Wagner Moura wears the Pitombeira carnival group’s T-shirt in a scene from The Secret Agent.
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  • Camisa vintage amarela, produzida por Pitombeira dos Quatro Cantos em Olinda, ganhou atenção após aparecer no filme The Secret Agent, aumentando as vendas entre progressistas brasileiros.
  • Desde o lançamento do filme no Brasil, mais de 10 mil camisetas foram vendidas, contra menos de 3 mil em todo o ano anterior.
  • A diretora de comunicação da Pitombeira, Matheus Camarotti, informou que dezenas de novas camisas chegam quase todos os dias e costumam esgotar rapidamente.
  • O figurino, usado por Wagner Moura no filme, foi criado a partir de pesquisas sobre Pernambuco dos anos 1970; a peça aparece quando o personagem se refugia em um conjunto habitacional durante o carnaval.
  • A camiseta custa cerca de £ eight no site da associação, e há uma versão mais cara de £ twenty-one licenciada por uma marca; há também versões piratas circulando em mercados de rua. Pitombeira incentiva a compra oficial para sustentar o grupo.

O movimento em torno de uma camiseta amarela produzida por Pitombeira dos Quatro Cantos ganhou grande repercussão no Brasil após aparecer de relance no filme The Secret Agent, indicado a quatro Oscars e dois Baftas. A peça, usada por Wagner Moura na atual história, se tornou objeto de desejo entre progressistas brasileiros.

A camiseta foi criada em 1978 pela associação carnavalesca de Olinda, cidade litorânea de Pernambuco. Até então, vendia apenas algumas dezenas por mês. Com sucesso do filme e reconhecimento de Moura como melhor ator no Golden Globes, as vendas explodiram.

Impacto e público

Desde o lançamento do filme no Brasil, em novembro, mais de 10 mil camisetas já foram vendidas, contra menos de 3 mil em todo o ano anterior. As vendas ocorrem online e na sede da Pitombeira, onde clientes passam buscando o produto diariamente.

A peça costura uma memória regional: Olinda fica ao lado de Recife, e o frevo, ritmo do carnaval local, ganha notoriedade internacional. Segundo a equipe de produção do filme, o figurino surgiu a partir de pesquisa em arquivos fotográficos dos anos 1970 em Pernambuco.

Detalhes de produção e mercado

O custo de cada camiseta comercializada pela Pitombeira é de cerca de £8. Um projeto paralelo comercializou uma versão mais cara por £21, licenciada por uma marca. No entanto, versões não oficiais aparecem em mercados de rua, o que levou o grupo a pedir cautela aos compradores.

Azevedo, diretora de figurino, afirma que a ideia de vestir o protagonista com a camisa da Pitombeira nasceu de pesquisas históricas. Ela observa que o sucesso ajuda a financiar o carnaval da região, tradicionalmente pago com apoio público e esforços de arrecadação.

Perspectivas para o futuro

Para a Pitombeira, o momento representa a possibilidade de manter as atividades durante o próximo carnaval. A direção do grupo ressalta que o lucro obtido com as camisas já cobre os custos deste ano, com perspectivas de reservar recursos para o próximo ciclo carnavalesco.

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