- Novo filme intitulado The Girl vai retratar o escândalo de abuso envolvendo Roman Polanski a partir da perspectiva da vítima, Samantha Geimer, com 13 anos na época.
- A produção é baseada na memória de Geimer publicada em 2013, The Girl: A Life in the Shadow of Roman Polanski, e acompanha o período em que ela esteve na órbita do diretor nos anos setenta.
- Marina Ziolkowski, diretora e roteirista, faz a estreia em longa-metragem; Dree Hemingway e Gore Abrams compõem o elenco, com Carolyn Kachen no papel de Samantha.
- As filmagens devem começar em Los Angeles ainda neste ano; o projeto obteve crédito fiscal nos Estados Unidos, uma prática incomum para produções europeias.
- Polanski, hoje com noventa e dois anos, nega as acusações de abuso; Geimer afirmou ter perdoado o diretor e manter contato, enquanto outros casos envolvendo outras mulheres já chegaram a notícia.
A nova produção cinematográfica The Girl revisita o caso do cineasta Roman Polanski, sob a perspectiva de Samantha Geimer, então criança na época do ocorrido. O filme acompanha a década de 1970 e o impacto da denúncia de abuso sexual com menor de idade sobre Geimer e sua família.
A obra é baseada na memória de Geimer, publicada em 2013. Polanski, hoje com 92 anos, foi acusado de estupro estatutário e atos sexuais lascivos com menor. O diretor fugiu para a França em 1978, após cumprir 42 dias de prisão, e permanece foragido dos EUA.
Produção e elenco
Marina Ziolkowski estreia como diretora e roteirista de longa-metragem. Dree Hemingway interpretará os pais de Samantha, Susan e Bob Geimer, com Gore Abrams no elenco. Carolyn Kachen, de origem americana e ucraniana, ficou com o papel de Samantha aos 13 anos.
A escolha de Kachen veio após audição que, segundo a produção, indicou um talento promissor. O filme terá filmagens em Los Angeles ainda neste ano, um passo importante para a coprodução europeia que garantiu crédito fiscal nos EUA.
Contexto público e legal
Separadamente do relato de Geimer, outras mulheres denunciaram Polanski por abusos ocorridos nos anos 1970. Em 2024, tribunais franceses o absolveram de difamação em relação a uma acusação de Charlotte Lewis. A defesa do cineasta nega as acusações.
O projeto enfatiza a voz de Samantha, buscando retratar sua memória e autonomia diante da cobertura midiática. A narrativa promete explorar o modo como o caso foi moldado pela imprensa e o impacto na vida da vítima.
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