Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 80 ex-alunos do Berlin Film Festival assinam carta sobre Gaza

Mais de 80 ex-participantes do Berlinale assinam carta pública pedindo posicionamento claro sobre a guerra em Gaza

Preparation for the 76th Berlinale Film Festival in Berlin
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de oitenta autores, diretores e artistas que já participaram do Berlinale assinaram uma carta aberta aos organizadores, publicada nesta terça, pedindo posição clara sobre a guerra de Israel em Gaza.
  • Entre os signatários estão Tilda Swinton, Javier Bardem, além de Adam McKay, Alia Shawkat e Brian Cox; o texto acusa o Berlinale de silenciar a questão.
  • A carta afirma que o festival deve se posicionar contra o que descreve como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra os palestinos, e reitera o direito dos artistas de falar sobre o assunto.
  • O festival não respondeu oficialmente até o momento; o Berlinale é apresentado como o festival mais político, apesar de críticas anteriores por não se posicionar sobre Gaza.
  • O documento também comenta as declarações do presidente do júri, Wim Wenders, sobre artistas não se envolverem em política, o que levou Arundhati Roy a deixar o festival; Tricia Tuttle defendeu a liberdade de expressão.

Mais de 80 ex-participantes do Berlin Film Festival, entre atores, diretores e artistas, assinaram uma carta aberta publicada nesta terça-feira, pedindo posição clara dos organizadores diante da guerra em Gaza. Entre os signatários estão Tilda Swinton e Javier Bardem.

A carta, divulgada na revista da indústria Variety, chama o Berlinale para cumprir seu papel moral e se posicionar explicitamente contra o que descrevem como genitúdio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra palestinos. Também endereça críticas à posição institucional do festival frente ao conflito.

Os signatários afirmam estar pasmados com o silêncio institucional do Berlinale e defendem o direito dos artistas de falar sobre o tema. Além de Swinton e Bardem, assinam Adam McKay, Alia Shawkat e Brian Cox, entre outros, incluindo o cineasta Mike Leigh.

A iniciativa ocorre em meio a debates sobre o papel da indústria do entretenimento em posições políticas. O Berlinale já foi alvo de críticas de ativistas pró-palestinos por não se posicionar explicitamente sobre Gaza, diferentemente de temas como a guerra na Ucrânia.

O documento também critica declarações do presidente do júri deste ano, o cineasta alemão Wim Wenders, que defenderam que cineastas deveriam permanecer fora da política. A reação levou a que a escritora Arundhati Roy, vencedora do Booker, se retirasse do festival.

O festival não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado por meio eletrônico. Três parágrafos seguintes trazem contextualizações sobre o histórico do Berlinale como festival tido como o mais político entre seus pares, Venice e Cannes.

Em resposta, a representante do Berlinale, a diretora Tricia Tuttle, publicou nota defendendo a liberdade de expressão dos artistas e destacando que cada um pode escolher se comentará questões políticas, sob perspectiva institucional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais