Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Blockbuster retrata crise de identidade do Japão

Kokuho coloca a identidade japonesa em foco, mescla tradição Kabuki e outsider e questiona o custo humano de se tornar patrimônio nacional

Ryo Yoshizawa in a still from Kokuho.
0:00
Carregando...
0:00
  • “Kokuho”, dirigido por Lee Sang-il, é um drama histórico sobre identidade nacional no Japão dos anos sessenta, ambientado no mundo do Kabuki.
  • O enredo acompanha Kikuo, herdeiro de uma gangue yakuza de Nagasaki, que vai morar com a família Hanai para se tornar ator de Kabuki, disputando reconhecimento com o herdeiro Hanjiro, Shunsuke.
  • O filme aborda o dilema entre tradição e mudança, refletindo dilemas contemporâneos do país e a visão de outsiders e insiders dentro de uma sociedade em transformação.
  • Lançado como uma das maiores bilheterias do cinema japonês, o longa é elogiado pela linguagem visual e atuações, destacando a direção de fotografia de Sofian El Fani.
  • Observações críticas mencionam falhas na representação feminina e ressaltam que o desfecho questiona se tornar “tesouro nacional vivo” compensa perder parte da própria humanidade.

O filme Kokuho, dirigido por Lee Sang-il, aborda a crise de identidade no Japão contemporâneo. A obra, baseada no romance de Shuichi Yoshida de 2018, tornou-se a maior bilheteria de live action japonesa de todos os tempos. O lançamento atraiu público de várias idades, com boca a boca impulsionando a reputação.

A trama se passa nos anos 1960, em Nagasaki e Osaka, e acompanha Kikuo, herdeiro de uma família yakuza, que perde tudo após o assassinato do pai. Ele migra para a casa Hanai para treinar como ator de Kabuki, convivendo com o herdeiro Shunsuke e servindo de elo entre tradição e mudança.

Aspectos visuais e atuação

A linguagem visual é marcante, com fotografia de Sofian El Fani que destaca cores e movimentos do Kabuki. O elenco inclui Ken Watanabe como Hanjiro, e os jovens Ryo Yoshizawa e Ryusei Yokohama, que se dedicaram a meses de prática em Kabuki para as interpretações.

Temas de identidade e tradição

A narrativa explora o insider e o outsider, a busca por pertencimento e o peso da tradição frente à mudança. O filme acompanha décadas, desde o pós-guerra até os anos 2010, retratando transformações culturais e econômicas do país. A obra encerra com a noção de “tesouro vivo” sem apelar para soluções simplistas sobre identidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais